Deriva Fotográfica do Bem 2014 começa nesta sexta-feira em Goiânia

Iniciativa, que acontece desde 2010, reúne anualmente grupos que, orientados por arquitetos, fazem um tour pela região central da capital captando particularidades da cidade

Concentração da edição 2013 da Deriva Fotográfica do Bem. Foram tiradas mais de 400 fotografias | Foto: Divulgação

Concentração da edição 2013 da Deriva Fotográfica do Bem. Foram tiradas mais de 400 fotografias | Foto: Divulgação

Apaixonados por fotografia, sejam fotógrafos profissionais ou não, têm encontro marcado para o próximo fim de semana em Goiânia. Trata-se da Deriva Fotográfica do Bem, que consiste num passeio pela região central da capital, orientado por arquitetos da UEG e da UFG, além da participação em debate sobre o olhar diferente para a cidade em que se vive.

Realizado desde 2010, e cada vez com mais adeptos –– de lá pra cá passou de 40 para mais de 200 participantes ––, o tema da deriva deste ano é “Cidade de VER. Cidade de SENTIR. Cidade de VIVER”. Interessados em participar devem se inscrever por meio do site www.derivafotograficadobem.com.br, sendo que é preciso apenas a entrega de dois litros de leite longa vida que serão doados à instituição Missão Pão e Vida, que atua junto a moradores de rua e dependentes químicos de Goiânia.

O evento, que será realizado nos próximos dias 19 e 20, sexta-feira e sábado, foi dividido em duas etapas. O primeiro momento consistirá num debate, às 19h30, no Teatro do IFG, no Centro de Goiânia, próximo ao Parque Mutirama. As discussões contarão com a presença da arquiteta e professora da UFG Marcelina Gorni, da psicóloga Camila Caires, e do grupo Bicicleta Sem Freio, que trabalha com arte urbana.

deriva 2013 2

No sábado pela manhã os participantes vão se concentrar às 9h na Vila Cultural Cora Coralina, ao lado do Teatro Goiânia, de onde partirão rumo às ruas da capital para fazerem seus registros fotográficos. Em entrevista ao Jornal Opção Online, o coordenador e idealizador da iniciativa, professor de arquitetura e urbanismo Bráulio Vinicius, da UFG, informou que o projeto não para por aí. As fotografias serão expostas até o dia 30 deste mês no hall do Grande Hotel, numa parceria firmada com o projeto Cinema na Calçada, realizado às quintas-feiras no local.

“As fotos também ficam expostas virtualmente no site Deriva Fotografia do Bem e pretendemos depois expor em escolas e outras instituições, sempre a convite”, informa Bráulio Vinicius. Segundo o professor, o trajeto da deriva não é pré-estabelecido. O grupo é dividido em outros menores, sempre com um arquiteto orientador, e em conjunto se decide por onde quer fotografar. “Ano passado, por exemplo, teve um pessoal que quis ir para o Bosque dos Buritis, outro que fotografou o Setor Norte Ferroviário, e para este ano já tem gente falando em passar pelo Setor Sul”, relata.

O coordenador diz que na primeira edição, a Deriva Fotográfica do Bem contabilizou 40 participantes, número que mais que triplicou no ano seguinte, quando 120 pessoas participaram. “Em 2012 foram 200, em 2013 pouco mais de 200 e para este ano queremos superar esse número”, diz.

O objetivo do projeto, conforme explica Bráulio Vinicius, é levar os moradores de Goiânia a conhecerem melhor o lugar em que vivem, observando e registrando particularidades do Centro da cidade e de outros setores próximos. “Também é possível ajudar a preservar a memória da nossa cidade e encontrar pessoas com interesses em comum”, complementa o professor.

Registro feito pela professora Sandra Pantaleão, na Praça Cívica

Registro feito pela professora Sandra Pantaleão, na Praça Cívica

Para Sandra Pantaleão, professora da Escola de Arquitetura da PUC Goiás, participar do projeto em 2013 a fez olhar diferente para “o patrimônio que se ajusta ou se degrada. Perceber os sutis detalhes que escondem ou inibem a presença da memória na cidade. O ar condicionado, a depredação, o abandono….imagens que nos colocam à deriva dos bens que fazem parte da paisagem urbana! Um alerta e um registro de detalhes do nosso cotidiano desapercebido.”

Por que começou?

Inicialmente, a deriva fazia parte de uma atividade curricular do curso de Arquitetura e Urbanismo, sempre aos finais do semestre, mas em 2010 a disciplina deixou de ser ministrada em sala de aula e Bráulio Vinicius decidiu expandir a iniciativa à sociedade, que atualmente faz parte de atividades de extensão da UFG.

O que levar?

Os organizadores lembram aos participantes que é preciso levar sua própria máquina fotográfica, celular, tablet ou qualquer dispositivo que possa fazer os registros. O projeto também tem abertura para vídeos, porque como consta em material enviado à imprensa: “O importante é o olhar, sua maneira de perceber a cidade”. “Leve seu bom humor, sua alegria e seus olhos atentos. Há detalhes que você nunca veria se estivesse passando por ali em outra ocasião”, destaca o convite.

Mais informações no site www.derivafotograficadobem.com.br.

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