Deputados anunciam novo bloco e dividem, ainda mais, base de Temer

Estadão registra que PSB, PP e PR preparam aliança chamada “grupo de parlamentares pluripartidário independente” com 50 deputados

Temer e Rodrigo Maia: parceria não tão simples assim |  Foto: Beto Barata/PR

Temer e Rodrigo Maia: parceria não tão simples assim |
Foto: Beto Barata/PR

O bilateralismo característico dos Parlamentos mundo afora tem perdido força no Brasil atual. Após o afastamento da presidente eleita Dilma Rousseff (PT), além da inversão de base e oposição no Congresso, o atual mandatário interino Michel Temer (PMDB) viu surgir um bloco “independente” com pelo menos 150 deputados, o chamado Centrão — composto por diversos partidos, incluindo PTB (do deputado goiano Jovair Arantes), PSD e PP.

A divisão dentro dos aliados ao Planalto acaba de ganhar mais força. O Estado de S. Paulo registra, neste sábado (6/8), que surge um novo bloco parlamentar, orquestrado por três partidos que compõem a “base aliada”: PP, PSB e PR.

O “grupo de parlamentares pluripartidário independente” (GPPI, em sigla criada livremente) será anunciado na próxima terça-feira (9/8) e está sendo organizado pelos deputados Júlio Delgado (PSB-MG) e Eduardo da Fonte, o Dudu da Fonte (PR-PE). A estimativa é de 50 parlamentares.

Caso confirmado, Temer se vê diante de mais um desafio no que diz respeito as negociações com o Legislativo. A matemática é simples: quanto mais divisões, mais negociações a serem feitas. Inclusive, Estadão registra que o objetivo do “GPPI” é votar sempre unido — o que garantirá força (e poder).

Acreditava-se que o Centrão seria um bloco quase imbatível, porém, a eleição do atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mostrou o contrário. Esvaziado, o bloco não conseguiu assegurar Rogério Rosso (PSD-DF) à sucessão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

De qualquer forma, rachas dentro da base de apoio nunca é positivo e será um desafio para Michel Temer após a conclusão do impeachment de Dilma.

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