Para Helio de Sousa, debates têm de ser iniciados na bancada da classe no Congresso Nacional. Ele nega querer alçar voos mais altos em eleições futuras com a iniciativa

Helio de Sousa foi eleito para o quinto mandato | Y. Maeda/Assembleia Legislativa
Helio de Sousa foi eleito para o quinto mandato |Foto: Y. Maeda/Assembleia Legislativa

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Helio de Sousa (DEM), afirmou ao Jornal Opção Online que vai dedicar seu quinto mandato como deputado estadual à causa da saúde. Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Goiás (UFG) em 1973, o democrata disse que na campanha eleitoral deste ano sentiu uma sensação diferente das outras: “Redescobri que sou médico, uma mão amiga.”

Ex-prefeito de Goianésia e co-fundador do Hospital São José na cidade, em 1973, ao lado dos médicos José Barbosa de Oliveira e José Dias Rezende, ele justifica sua fala por ter percebido a reaproximação de amigos médicos durante as andanças pelo Estado no período eleitoral.

O dirigente afirma que para defender sua classe é preciso despertar o privilégio do profissional. Para isso, pretende provocar uma discussão sobre a revitalização do Sistema de Único de Saúde (SUS) e a reestruturação dos planos de carreira da classe. A vontade dele, inclusive, seria a de que as discussões chegassem ao Congresso Nacional. “Existe a bancada médica, da saúde, mas elas não têm representatividade o suficiente para interferir nas decisões do governo federal”, analisou, citando a Câmara dos Deputados e o Senado.

Sobre ações do governo federal para o setor, o parlamentar diz que a intenção da União em criar o programa Mais Médicos, por exemplo, é política. No entanto, a sua execução é falha, pois não proporciona estrutura física e humana para que os médicos atendam de maneira adequada, especialmente em cidades do interior. “A iniciativa não cria raízes entre o profissional e a sociedade”, avalia, observando que a medida é paliativa.

Se criar um partido dos defensores da saúde é possível? Helio de Sousa acredita que sim. “Sempre será um tema atual entre todas as pessoas e é preciso abordá-lo em um panorama nacional”, pontuou. Contudo, o presidente da Assembleia nega qualquer intenção de alçar voos políticos mais altos em futuras eleições. “Quero terminar meu mandato”, concluiu.