Deputado critica associação política à falta de água em Goiás

Henrique Arantes (PTB) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás para se posicionar sobre atual crise

O deputado estadual Henrique Arantes (PTB) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás, durante o Pequeno Expediente desta terça-feira (31/10), para se posicionar sobre a atual crise de falta de água em Goiás.

O parlamentar reconheceu a gravidade do problema e ressaltou que não se trata de algo político, apenas. “Este é o tema do momento, porém, parece viável falar que o Governo não está colocando água na casa do povo, mas é preciso lembrar que não está chovendo nos últimos dias. Eu sei que existe o problema de infraestrutura, todavia não é só isso”, alegou.

Para Henrique Arantes, uma solução imediata e eficaz seria desligar os pivôs de irrigação e revogar outorgas de fazendeiros que possuem o equipamento para abastecimento próprio. “Existem municípios em que a água consumida pela cidade toda é menos que um único pivô”, ponderou.

O deputado defendeu ainda que o cuidado primordial deve ser aplicado ao controle da crise para a manutenção da população. “Em um momento em que falta água, nós deveríamos viabilizar o consumo humano e depois o consumo econômico. Primeiro a vida e depois as demais atividades. Entretanto, não podemos usar o motivo crise para fazer palanque político”, concluiu.

2 respostas para “Deputado critica associação política à falta de água em Goiás”

  1. Avatar ZIRO disse:

    NA MINHA MODESTA OPINIÃO. Falta de água nas residências do consumidor de Goiânia, não se resume apenas um caso de política, é caso de polícia, ou seja, omissão do ministério público e do poder judiciário goiano, que ganham uma fortuna em salários e mordomias mantidos por uma das maiores gargas tributárias do planeta a custas milhões de desempregados, para oferecerem quase nada para a população. Estão duvidando, alguém já viu pelo menos um desembargador verificando pessoalmente o problema, é óbvio que não, pois estão encastelados … Até quando não vão começar a cumprir o novo cpc?

  2. Avatar João Ricardo disse:

    Quanto à escassez hídrica, uma questão central precisa ser percebida e discutida por todos os setores da sociedade: o enfrentamento a um evento hidrológico crítico, seja cheia ou seca, não está só nas questões do serviço de abastecimento público, muito menos baseada em soluções pontuais, deve estar alicerçada em planejamento e integração de setores e ações, e para isso é imprescindível um SISTEMA DE GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS (que é diferente de gestão de meio ambiente, e muito mais que só outorga), capaz de agir, articular, negociar e executar essas ações, relacionadas a garantir o uso múltiplo da água, a minimizar prejuízos aos diversos setores usuários de água e à sociedade, e, em último caso, atuar para garantir os usos prioritários previstos em lei: consumo HUMANO (que é diferente de abastecimento público URBANO) e dessedentação de animais.
    Enquanto isso não for percebido e cobrado pela sociedade, em todos os seus níveis, enquanto este Sistema e seus instrumentos não estiverem estruturados e em condições plenas de funcionamento e atuação, continuaremos agindo com “soluções técnicas alternativas” (popularmente conhecidas como gambiarras), e impingindo severos prejuízos ao desenvolvimento econômico e social do nosso Estado e do país.

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