Deputado avalia que adiar Orçamento Impositivo é estratégia para “fazer média com novo governo”

Talles Barreto (PSDB) critica proposta de adiamento que considera como  “movimentação política para deixar o Legislativo nas mãos do Executivo”

Deputado Talles Barreto (PSDB) | Foto: Arquivo

O deputado estadual reeleito, Talles Barreto (PSDB), voltou a criticar a proposta apresentada por Bruno Peixoto (MDB) para que a aplicação do Orçamento Impositivo seja adiada pelos próximos dois anos.

Para o parlamentar, que fará parte do bloco chamado de oposição na próxima legislatura, adiar a aplicação da PEC já aprovada pela Casa de Leis é uma “movimentação política para deixar o Legislativo nas mãos do Executivo”.

Talles diz que deputados favoráveis ao Orçamento Impositivo já se abriram para o diálogo com o novo governo propondo, inclusive, que 100% do orçamento impositivo ficasse dentro das vinculações constitucionais.

“Nós incluiríamos todas as emendas dentro dos 25% em educação e 12% em saúde que o governo deve investir. Tivemos esse bom senso e o pagamento ainda só seria realizado no segundo semestre. Isso não representaria nenhum gasto a mais para o governo. Eu não entendo porque essa dificuldade”, analisa.

O parlamentar afirma que a proposta apresentada pelo emedebista foi infeliz e utilizada como estratégia para “fazer média com o novo governador”. Talles acredita ainda que o adiamento não será aprovado em 2018.

“Eles precisam ter 25 assinaturas e não acredito que muitos parlamentares vão abrir mão de uma PEC que já aprovada e que vai beneficiar toda a sociedade”.

Goiás é o único estado que ainda não conta com Orçamento Impositivo que já foi aprovado, inclusive, pelo Congresso Nacional.

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