Ao Jornal Opção, Cristiane Brasil fez duras críticas ao ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e o acusou de ter “fortes vínculos” com o PT

Deputados e colegas de bancada: Cristiane Brasil e Jovair Arantes durante encontro em Goiânia | Foto: Mel Castro

Em entrevista exclusiva, a deputada federal Cristiane Brasil (RJ), presidente do PTB Mulher, avaliou como lastimável a nova denúncia de autoria da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer (PMDB) e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco.

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Para a petebista, a denúncia “é o epílogo de uma série de desmandos dentro do Ministério Público Federal, chefiado ainda por Rodrigo Janot, e que se encerrou de uma maneira triste e melancólica”.

Cristiane também criticou a maneira como as investigações foram conduzidas e disse que foram apresentadas provas baseadas em “disse-me-disse” e em fatos anteriores ao mandato de Temer. “Essas provas não cabem. Foram colhidas de maneira ilegal e de forma discutível no ordenamento jurídico”, avalia.

Ainda em ataque à atuação do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a deputada federal afirma que a provável vitória de Temer na Câmara Federal significará “o fim de uma era de demandos que, no final das contas, acabou sendo benéfica para o PT”.

“Aliás, na minha opinião, o sr. Janot tem fortes vínculos com o partido que o indicou para a Procuradoria-Geral”, alfinetou.

A entrevista exclusiva ao Jornal Opção foi concedida durante encontro do PTB Mulher em Goiânia, realizado na semana passada em um hotel da capital. O encontro foi comandado pela prefeita de Bela Vista de Goiás, Nárcia Kelly, e contou com a presença de lideranças do partido no Estado, como o deputado federal Jovair Arantes e o ex-senador Demóstenes Torres.

Trâmite

Aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) pela inadmissibilidade da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PSDB) deve ser aprecisado pelos deputados novamente nesta semana.

No plenário, a denúncia só será autorizada a seguir para o Supremo Tribunal Federal (STF) se receber o apoio de pelo menos 342 deputados, o equivalente a dois terços do total de 513 parlamentares da Casa, conforme determina a Constituição Federal.