Delegado Waldir: “Pedido foi aceito porque há base jurídica”

Tucano diz que solicitação de juristas é válida, mas discorda da forma como o presidente Eduardo Cunha confirmou a continuidade do processo na Câmara dos Deputados

Deputado federal Delegado Waldir | Fernando Leite/Jornal Opção

Deputado federal Delegado Waldir | Fernando Leite/Jornal Opção

Com informações de Sarah Teófilo

O deputado federal Delegado Waldir (PSDB) afirmou ao Jornal Opção nesta quinta feira (3) que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), só optou pela continuidade na análise do processo de impeachment da presidente Dilma Rousse (PT) por haver fortes fundamentos jurídicos.

“Há forte embasamento. Mas no meu ponto de vista ele tentou chantagear a presidente e os deputados petistas, considerando que teme por sua cabeça”, metaforiza o tucano, referindo-se à cassação do mandato do peemedebista, que tramita na Comissão de Ética da Casa.

O pedido de impeachment protocolado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal tem como base as chamadas pedaladas fiscais, supostamente cometidas no último ano do governo da petista.

“Não é um ato anormal. Já foi proposto contra outros presidentes. Mas a bancada do PSDB só não pensava que seria aceito por barganha”, pontuou. E continua: “O que me preocupa é usar o pedido como chantagem.”

Na opinião do parlamentar goiano, Cunha vai continuar negociando com o PT e a presidente. Waldir calcula ainda que o presidente tem em plenário mais de 150 votos. “Todos sabem: ele ajudou na campanha de mais de cem parlamentares, com R$ 1 milhão para cada. E mantém excelente relacionamento com a bancada evangélica. A base de apoio é muito grande.”

Leia mais:
Dilma diz que recebeu com indignação abertura de processo de impeachment

Deixe um comentário