Líder do PSL na Câmara comenta traição e o que quis dizer com a ‘implosão do presidente’

Delegado Waldir planeja passar 2020 ajudando a eleger vereadores em Goiás | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Delegado Waldir (PSL) comentou suas divergências com o presidente da república, Jair Bolsonaro (PSL), durante evento de filiação do partido em Anápolis,, na manhã deste sábado, 19. O deputado federal afirmou que ele e Bolsonaro não são inimigos, mas que o parlamento não é submisso ao executivo. 

Quando questionado sobre o que quis dizer quando afirmou que iria “implodir o presidente”, o líder do partido na Câmara respondeu que a conversa vazada aconteceu antes da publicação dos áudios em que Bolsonaro pede apoio para destituir Delegado Waldir pela revista Crusoé, e a implosão se referia à divulgação deste fato. 

“Sem dúvida tenho divergências com Bolsonaro”, disse o deputado federal. “Ele tentou me derrubar do diretório estadual de Goiás, atendendo a pedidos do governador Ronaldo Caiado (DEM) e ao deputado federal Major Vitor Hugo (PSL). Considero uma traição. Andei 246 municípios debaixo do sol.” 

A tentativa de sabotá-lo não teria sido a única razão pelos atritos. Delegado Waldir também enumerou: “Bolsonaro colocou a Polícia Federal para entrar na casa do Luciano Bivar, presidente do partido, para tentar enfraquecê-lo e tomar o diretório nacional.” O deputado federal disse ainda, sem citar nomes, que parlamentares que foram fiéis a Luciano Bivar têm sofrido pressão de milícias, executivo, ministros e robôs nas redes sociais. 

Apesar do conflito, Delegado Waldir reafirmou sua intenção de permanecer na liderança do PSL na Câmara até janeiro de 2020, quando, por ocasião das eleições, fez o compromisso de estar em Goiás comandando as eleições estaduais e auxiliando a eleição dos vereadores do partido.