Delação de Cunha já tem mais de 100 anexos e atingirá “tubarões” do PMDB

Ex-presidente da Câmara ainda não fechou acordo com a Operação Lava Jato, mas rascunha detalhes do esquema de corrupção que participava

Eduardo Cunha e presidente Michel Temer | Foto: Antônio Cruz/ ABr

O ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) finaliza os rascunhos do que pretende entregar ao Ministério Público Federal (MPF) em seu acordo de delação premiada. Embora ainda não oficializado, o depoimento já conta com mais de 100 anexos. É o que informa a “Folha de S. Paulo”.

Segundo a reportagem, não se sabe o que será aproveitado, mas os procuradores que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato têm conversado com os advogados do ex-presidente da Câmara e consideram as informações “satisfatórias”.

Cunha deve atingir em cheio o núcleo duro do PMDB do presidente Michel Temer, que deve ser o principal alvo da delação. Além dele, os ministros Moreira Franco (Secretaria Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil), bem como o senador Romero Jucá (PMDB-RR) serão relatados em esquemas de corrupção.

Algoz da presidente deposta Dilma Rousseff (PT), Eduardo Cunha está preso desde outubro do ano passado, um mês após ter tido o mandato de deputado cassado na Câmara. Em abril, ele foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a mais de 15 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Na ação penal, Cunha foi acusado de receber mais de 1,3 milhão de francos suíços em propina por um contrato de exploração da Petrobras em um campo de petróleo no Benin, na África. O contrato levou a um prejuízo de US$ 77,5 milhões para a estatal, segundo o Ministério Público Federal.

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