Defesa de ex-diretor da Agetop recorre e critica condenação por corrupção

Em nota, advogado afirma que surpreende a notícia da condenação de José Marcos de Freitas Musse, “um homem de bem, trabalhador, probo e honesto”

José Marcus Musse, ex-diretor da Agetop| Fotos: Eduardo Ferreira

A defesa do ex-diretor da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), José Marcos Musse, afirmou que irá recorrer e criticou a decisão da juíza Placidina Pires, da 10ª Vara Criminal da comarca de Goiânia, que o condenou, ao lado do empresário Sandro Marcucci de Oliveira, sócio da empresa Padrão Sistemas e Segurança, por agirem em sociedade para facilitar a contratação da empresa pelo Estado.

Em nota, a defesa afirma que “surpreende a notícia da condenação de José Marcos de Freitas Musse, um homem de bem, trabalhador, probo e honesto”.  “A defesa esperava que fosse feita Justiça e, assim, depois de um processo turbulento, declarada a absolvição. Basta à defesa, nesse momento, dizer que recorrerá”, afirma.

O Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) ofereceu denúncia contra José Marcos por formação de quadrilha, omissão ou falsificação de documentos, patrocinar interesse privado valendo-se da qualidade de funcionário público e receber vantagem indevida em razão de sua função pública.

E contra Sandro Marcucci e sua mulher, Keilla Messias Lopes Marcucci, sua sócia na empresa Padrão, por formação de quadrilha, omissão ou falsificação de documentos e oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar ato de ofício.

José Marcos apresentou defesa alegando que resultou provado que não concorreu para a prática das infrações penais. Já Sandro e Keilla Marcucci pleitearam as suas absolvições, argumentando que não praticaram as infrações penais. Alternativamente, pleitearam a absolvição por atipicidade da conduta por ausência de dolo.

Veja a nota do advogado na íntegra:

Surpreende a notícia da condenação de José Marcos de Freitas Musse, um homem de bem, trabalhador, probo e honesto. A notícia da condenação foi publicada no site do Egrégio Tribunal de Justiça – e em outros veículos de comunicação – antes dos autos terem sido recebidos no cartório, causando um dissabor à defesa, à qual sequer foi oportunizado o acesso e seu conhecimento, possibilitando contradizer a sentença prolatada.

Os autos estavam paralisados no gabinete da juíza desde o dia 18/08/2017, portanto há mais de ano.  A defesa esperava que fosse feita justiça e, assim, depois de um processo turbulento, declarada a absolvição de José Marcos de Freitas Musse. Basta à defesa, nesse momento, dizer que recorrerá.

Romero Ferraz Filho

Advogado de José Marcos de Freitas Musse

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Newton abulquerde Assad

O incrível É que no caso do senhor Ilezio e seus amigos do nexus não foram sequer admitidos como acusados no processo sobre falsificações de documentos públicos, com provas sólidas obtidas por este jornal e pela delegacia especializada, a justiça nesse caso do nexus foi célere e extremamente seletiva, fica a interrogação. O nosso país verá a verdadeira realidade quando houver uma lavajato na própria justiça. Aguardem e vejam.