Defesa de Coronel da PM afirma que condução coercitiva foi desnecessária

Tenente-coronel Ricardo Rocha foi alvo de operação da Polícia Federal que investiga atuação de suposto grupo de extermínio em Goiás

Tenente-coronel Ricardo Rocha era major quando foi investigado pela Operação Sexto Mandamento | Foto: Reprodução/Facebook

Tenente-coronel Ricardo Rocha era major quando foi investigado pela Operação Sexto Mandamento | Foto: Reprodução/Facebook

Os advogados de defesa comandante do policiamento de Goiânia, tenente-coronel Ricardo Rocha, afirmaram nesta sexta-feira (11/11) que ficaram surpresos com o mandado de condução coercitiva contra Rocha, cumprido na manhã desta sexta pela Polícia Federal. Segundo os advogados Tadeu Bastos e Ricardo Naves, a ação foi “desnecessária” e o tenente-coronel “não tem envolvimento com nenhum dos fatos narrados e desconhece a existência de extermínio na Polícia Militar do Estado de Goiás.”

Na manhã desta sexta (11), a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Sexto Mandamento que investiga duas mortes e dois desaparecimentos que ocorreram no ano de 2010 em Formosa (GO) e estariam ligadas a atuação de um suposto grupo de extermínio que atuava no estado.

Nesta nova fase, foram três mandados prisão preventiva, 19 de busca e apreensão, além de 17 conduções coercitivas, sendo oito delas contra policiais.

Em coletiva na manhã desta sexta (11), o secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária e vice-governador José Eliton (PSDB), repudiou a ação da PF e garantiu que “Não há grupo de extermínio atuante no Estado”.

“É inaceitável que a Polícia Federal em seu site oficial coloque que deflagrou uma segunda fase com objetivo de desarticular grupo de extermínio. As investigações devem ter seu trâmite legal, conforme previsto na legislação. O que não podemos tolerar é o vilipêndio da dignidade e da honra, sem o devido processo legal”. acrescentou.

O vice-governador também defendeu o comandante da capital, tenente-coronel Ricardo Rocha, um dos oito policiais militares alvos de mandado de condução coercitiva nesta sexta. “Homem que contra si não conta com nenhuma condenação penal e é homenageado em todos os lugares que passou”, destacou José Eliton ao falar do comandante.

A primeira fase da operação Sexto Mandamento foi deflagrada em fevereiro de 2011 após investigações feitas pela Polícia Federal, solicitadas pela Procuradoria-Geral de Justiça de Goiás a partir de determinação do Ministério da Justiça. A motivação para as apurações foram diversas notícias de mortes e desaparecimentos atribuídas a abordagens policiais.

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