Decisão arbitrária de Iris Rezende altera local de feiras e trabalhadores protestam

“A prefeitura não tem o direito de retirar cerca de 800 famílias do acesso ao trabalho’, diz Paulo Magalhães

Foto: Reprodução

Os trabalhadores da Feira do Novo Horizonte realizam na manhã desta quarta-feira, 6, um protesto contra a portaria assinada pelo prefeito Iris Rezende (MDB) que retira as feiras do local.

Depois de décadas com o funcionamento na mesma avenida, a o Paço quer deslocá-las para uma rua afastada do centro comercial do setor.

Com o protesto, os trabalhadores pretendem sensibilizar o poder executivo e angariar apoio dos clientes, moradores e da sociedade civil para permanência das feiras da região no mesmo local.

No local, são realizadas duas feiras há pelos menos 40 anos. Uma especial, às quartas-feiras, com 360 feirantes; e outra livre, aos sábados, com mais 400 trabalhadores. São feiras extensas, ricas em variedades e atendem os clientes dos bairros próximos.

Decisão arbitrária

Para atender uma solicitação do vereador Kleybe Morais (DC), o prefeito Iris Rezende, por uma decisão política, assinou a Portaria Nº 004/2019, publicada no Diário Oficial do Município, autorizando a retirada imediata das feiras do local.

De acordo com representantes da Prefeitura de Goiânia, atualmente a feira atrapalha o funcionamento das igrejas e o fluxo no trânsito. No entanto, no novo local, segundo os feirantes, não existe nenhuma estrutura básica. Além de ser um espaço pequeno, não tem acesso à rede de energia elétrica, com asfalto de má qualidade, muita poeira e com um lote baldio com mato alto ao lado.

O vereador Paulo Magalhães (PSD) reivindica, juntamente com os feirantes, a permanência das feiras no mesmo local, assegurando a comercialização dos produtos e o acesso facilitado aos clientes.

“A Prefeitura de Goiânia não tem o direito de retirar cerca de 800 famílias do acesso ao trabalho. São quase 40 anos com o funcionamento no mesmo local. Transferir os trabalhadores para um local sem estrutura e distante do centro é um absurdo”, afirmou o vereador Paulo Magalhães.

Câmara e Paço Municipal

Cerca de 100 trabalhadores da Feira do Novo Horizonte ocuparam as galerias da Câmara Municipal de Goiânia nesta terça-feira, 5, para protestar contra decreto do Prefeito Iris Rezende e chamar a atenção dos vereadores, visando garantir junto ao poder executivo a permanência da feira no mesmo local atual.

No período da tarde, os feirantes, acompanhados do vereador Paulo Magalhães, tentaram diálogo com o Paço Municipal, por meio do secretário de Governo, Paulo Ortegal e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Ciência e Tecnologia (Sedetec), Agenor Mariano. Mas não conseguiram reverter a situação.

Em nota, a Sedetec informa que avaliou questões de trânsito e estacionamento para realizar a mudança de local das duas feiras. O processo de alteração de endereço foi aberto em 2017 e era uma demanda dos moradores do setor Novo Horizonte, uma vez que os ônibus que atendem ao bairro passam pela Avenida Domiciano Peixoto, local onde ocorrem as duas feiras.

Por conta disso, a gestão municipal alega que está transferindo as duas feiras para a Avenida Vaco dos Reis. O novo espaço, segundo a Sedetec, fica localizado a apenas 200 metros do local atual. A alteração passa a valer a partir deste mês.

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Caio Maior

A prefeitura de Goiânia, sob a chefia do coroné Iris Rezende comete mais uma ação arbitrária e nefasta para a coletividade. Não houve consulta à comunidade, estudo de impacto da mudança, análise dk local, preparação de infraestrutura, nada! É um desrespeito ao cidadão pagador de impostos. #IrisNuncaMais

Jairo Antonio Ribeiro

Gente. O velho caquético mais uma vez assina um papelote sem ler. O coitado mal consegue articular uma frase com nexo. Com a “madame” desaparecida depois da “taca” na última eleição parece que a coisa desgringolou mais ainda. Sumiu o chão do coitado.

DANUBIA OLIVEIRA

De verdade… eu tenho 32 anos, desde antes de eu nascer minha mãe frequentava essa feira, todos são acostumado com a modificação do transito nos sábados e também as quartas. É de muito mal gosto desse senhor que se diz cristão usar um argumento desses. Feirantes resistam, chamem os moradores e clientes de outros bairros que são clientes a anos para ajuda-los. As feiras nunca atrapalharam as igrejas até porque os horários são diferentes.