De Baldy para Bumlai: “Quer nomes de seus filhos em relatório final?”

Empresário e pecuarista apontado como amigo do ex-presidente Lula estava amparado por habeas corpus do STF e ficou calado por mais de 3 horas

Deputado federal Alexandre Baldy, sub-relator da CPI do BNDES | Reprodução/Facebook

Deputado federal Alexandre Baldy, sub-relator da CPI do BNDES | Reprodução/Facebook

Uma semana após ser preso pela Polícia Federal o empresário e pecuarista José Carlos Bumlai prestou depoimento à CPI do BNDES nesta terça-feira (1º), na Câmara dos Deputados. Porém, não respondeu a nenhuma das perguntas.

Nem mesmo a menção aos filhos dele, levados pela PF a depor no dia 24 de novembro, quando foi preso, o fez esclarecer os questionamentos. “O senhor gostaria que os nomes dos seus filhos estejam no relatório final da CPI?”, perguntou o deputado Alexandre Baldy (PSDB), sub-relator de contratos internos da comissão. “Vou ficar calado, deputado”, respondeu Bumlai.

Apontado como suposto amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que ter ficado praticamente calado por mais de três horas porque está na condição de investigado. O comportamento irritou os integrantes do colegiado.

“Erraram até o meu nome. Eu me chamo José Carlos e não “amigo de Lula””, afirmou ele em suas considerações finais. O pecuarista está amparado por habeas corpus concedido pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bumlai está preso em Curitiba (PR) acusado de obter propina por intermediar contratos de empresas junto à Petrobras.

Prorrogação

O presidente da CPI do BNDES, deputado Marcos Rotta (PMDB-AM), disse acreditar que o prazo para os trabalhos da comissão será prorrogado, decisão que depende de aprovação de requerimento nesse sentido pelo plenário da Câmara.

O parlamentar declarou isso ao responder pergunta da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), uma das sub-relatoras do colegiado, que tem prazo para acabar na próxima sexta-feira (4), caso não seja prorrogado.

“Enviamos um ofício ao presidente da Câmara [Eduardo Cunha] há um mês, pedindo a prorrogação dos trabalhos e, pelo que li em entrevista concedida por ele, não só a CPI do BNDES, mas também a dos Fundos de Pensão, devem ser prorrogadas”, informou Rotta.

O deputado crê que os trabalhos devem ser prorrogados por 30 dias. Para isso, porém, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tem de colocar o pedido na pauta.

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