David Miranda afirma que falas de Bolsonaro durante discurso da ONU foram “revestidas de falsidades e ilegalidades”

O deputado ainda enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação contra o presidente por conta de seu discurso na Assembleia-Geral da ONU

Após a repercussão do discurso de Jair Bolsonaro (sem partido) na Assembleia-Geral da ONU, o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ), enviou uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente.

Segundo o parlamentar, Bolsonaro ofendeu princípios constitucionais ao retratar em seu discurso uma Brasil distorcido. Miranda, afirmou que ao tratar de assuntos como meio ambiente, “tratamento precoce” e corrupção, o presidente proliferou  falas “revestidas de falsidades e ilegalidades”.

“A fala do senhor presidente, quando diz que ‘estamos há 2 anos e 8 meses sem qualquer caso concreto de corrupção’, não se coaduna com a verdade dos fatos”, disse o deputado pontuando casos de corrupção envolvendo o presidente, como o esquema de compra da vacina Covaxin e as “rachadinhas” envolvendo também seus filhos.

Em seu discurso, Bolsonaro ataca a imprensa e diz diversos fatos que contradizem com a verdade. Um dos momentos, ele afirma que as manifestações do dia 7 de setembro foram as maiores da história. Na verdade, os atos pela Diretas Já (1984) e os protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff foram bem maiores do que os organizados em prol de Bolsonaro.

Bolsonaro também mentiu ao afirmar que “na Amazônia, tivemos uma redução de 32% do desmatamento no mês de agosto, quando comparado a agosto do ano anterior”. Os desmatamentos e as queimadas nos principais biomas brasileiros não param de quebrar recordes, desde o início da gestão de Bolsonaro. Sobre isso, Miranda disse: “E, sobre estas (desmatamento na Amazônia), os dados são alarmantes e desencontrados do discurso falacioso do ora representado (Bolsonaro)”.

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