Data-base: pagamento retroativo e integral são rejeitados

Presença de servidores públicos do município tumultuou a sessão que aprovou projeto sem emendas. Grupo de manifestantes chegou a invadir plenário pela sala de imprensa

Foto: Alberto Maia

Foto: Alberto Maia

Mesmo sob pressão dos servidores públicos municipais as duas emendas complementares que previam o pagamento retroativo a maio de 2014 e integral da data-base foram rejeitadas em segunda e última votação, por 14 votos a 10, na Câmara de Vereadores de Goiânia, nesta terça-feira (14/4).

Votaram contra Antonio Uchôa (PSL), Carlos Soares (PT), Cida Garcêz (SD), Célio Silva (Pros), Denício Trindade (PMDB), Edson Automóveis (PMN), Fábio Caixeta (PMN), Jorge do Hugo (PSL), Mizair Lemes Jr. (PMDB), Paulo Borges (PMDB), Paulo Magalhães (SD), Rodrigo Melo (Pros), Rogério Cruz (PRB) e Welington Peixoto (Pros).

Quem votou favorável foram os tucanos Dr. Gian, Dra. Cristina Lopes, Geovani Antônio e Thiago Albernaz, além de Elias Vaz e Pedro Azulão Jr. (do PSB), Fábio Lima (PRTB), Tatiana Lemos (PCdoB), Djalma Araújo (SD) e Tayrone di Martino (sem partido). Sete vereadores optaram por não votar e três estavam ausentes.

Já o projeto da data-base (sem emendas) foi aprovado com 19 votos favoráveis e três abstenções. Nove vereadores optaram por não votar.

A tucana Dra. Cristina constatou que integrantes da base se ausentaram de forma proposital durante a votação das emendas, mas em seguida retornaram ao plenário para apreciar a data-base. “Votar o projeto do prefeito, que foi acordado, fica simples. Vamos tentar garantir a retroatividade na reforma administrativa”, adiantou.

Carlos Soares aponta erro

Carlos Soares aponta erro

Acusações

Líder do prefeito Paulo Garcia (PT), o petista Carlos Soares afirmou que o presidente da Casa, Anselmo Pereira (PSDB), aplicou um “golpe” no regimento interno durante a apreciação. “Mas fazer o quê? Mais uma vez a maioria decidiu e todos respeitaram [a rejeição]”, disse.

O erro estaria no fato de que uma emenda com o mesmo teor não poderia ser apresentada duas vezes ao mesmo projeto. Segundo Carlos Soares, os complementos de Elias Vaz e Geovani Antônio já haviam sido apresentados e discutida em primeira votação.

Anselmo Pereira nega acusações

Anselmo Pereira nega acusações

O tucano negou a estratégia, apontando que a base agiu por “emoção”. Anselmo Pereira destacou que haveria ilegalidade apenas se as emendas tivessem redações iguais, o que não ocorreu. A diferença é que as apresentadas anteriormente privilegiavam apenas um grupo de servidores, enquanto a última chegaria a todos os trabalhadores.

Ontem à noite representantes da prefeitura se reuniram com o fórum sindical na tentativa de demover os servidores da retroatividade e o pagamento integral da data-base, mas sem sucesso. Ainda estão previstas novos debates para esta semana.

Tumulto

Indignados com a iminente recusa às emendas, um pequeno grupo de servidores que protestava do lado de fora da Câmara tentou invadir o plenário pela porta que dá acesso à sala de imprensa.

Poucos agentes da Guarda Civil vigiavam o local durante a votação e, em um momento de descuido, três pessoas entraram. Um guarda entrou em luta corporal com um manifestante, mas ninguém ficou ferido. Os acessos ao plenário foram bloqueados e a sessão foi suspensa por alguns minutos.

Deixe um comentário