Daniel Vilela diz que PSDB não vai deixar governo Temer: “Será colocado para fora”

Presidente do PMDB de Goiás diz que tucanos agem de maneira oportunista e aposta em reforma ministerial caso denúncia seja rejeitada

Daniel Vilela durante sessão de comissão na Câmara | Foto: Alex Ferreira

Presidente do diretório estadual do PMDB em Goiás, o deputado federal Daniel Vilela afirmou ao Jornal Opção que a novela envolvendo a permanência do PSDB no governo do presidente Michel Temer (PMDB) cheira a “oportunismo”.

Segundo ele, o tucanato age como uma “metamorfose ambulante” e agora, em um momento de crise, ficam ameaçando abandonar o barco. As afirmações do líder peemedebista vêm um dia após o governador de São Paulo e presidenciável, Geraldo Alckmin, afirmar que não vê motivos para o PSDB permanecer no governo Temer após a aprovação das reformas (Trabalhista, da Previdência e Política).

“Admiro o governador Alckmin, não o conheço, mas é uma das poucas boas figuras do PSDB. Ele mesmo já defendeu a permanência, agora ‘desdiz’ e assim vai, como outros também o fizeram. Por que não fez essa mesma análise quando indicou Alexandre de Morais [hoje no Supremo Tribunal Federal indicado por Temer] ao Ministério da Defesa? Por que [senador José] Serra não rejeitou o convite para assumir o das Relações Exteriores? Por que FHC quis indicar Pedro Parente para a Petrobras? Agora é muito fácil criticar”, questionou.

Questionado sobre o posicionamento dos deputados federais pelo PSDB na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), que vota nesta segunda-feira (10/7) a admissibilidade da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Temer, Daniel Vilela diz que o resultado é imprevisível.

Consta que dos sete tucanos na comissão, seis estariam inclinados a votar a favor da denúncia — ou seja, contra o governo. Um deles é o goiano Fábio Sousa, crítico ferrenho da gestão PMDB e um dos defensores do desembarque.

“Acredito que rejeitando a denúncia [no plenário da Câmara], o PSDB não vai deixar o governo Temer, vai ser colocado para fora”, assegurou.

Para o presidente do PMDB de Goiás, é preciso que haja uma grande reforma ministerial, uma reformulação da administração. “Muita gente não pode ficar, inclusive algumas próximas ao presidente Temer. Será um momento de virada, colocaremos figuras notáveis nos ministérios mais importantes”, adiantou.

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