Após uma série de reuniões com representantes das categorias das forças de segurança de Goiás, iniciadas em abril deste ano, o governador Daniel Vilela (MDB) anunciou, nesta quarta-feira, 20, um pacote de reajustes e benefícios para servidores da segurança pública, com impacto estimado em R$ 441 milhões neste ano e R$ 771 milhões até 2027.

Entre as principais medidas está o pagamento de auxílio-alimentação de R$ 1 mil para 100% do policiamento e forças de salvamento, equivalente a cerca de 24 mil servidores.

Segundo o governo, o benefício representa aumento de 16,36% para servidores em início de carreira. O pacote também prevê reajuste de 50% na hora-aula paga a instrutores, elevando o teto mensal de R$ 700 para R$ 1.050. A indenização por localidade passará de R$ 552 para R$ 828 para cerca de 4,1 mil servidores. Já os valores pagos por serviços extraordinários em plantões terão aumento de até 13,3%.

As medidas se somam ao reajuste de 4,26% da data-base dos servidores estaduais, em vigor desde 1º de maio. As propostas serão encaminhadas à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) em forma de projeto de lei.

Também haverá reajuste de 10% para agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Civil, com acréscimo médio de R$ 1,5 mil nos salários. Para subtenentes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, o aumento previsto é de 15,95%, cerca de R$ 2,3 mil.

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O pacote inclui ainda uma linha de crédito habitacional específica para servidores da segurança pública em programas estaduais. Outra medida anunciada é a reestruturação da Classe Especial de Delegado de Polícia, com aumento de 20% na remuneração da classe final.

Para oficiais militares, haverá adicional de 20% nos subsídios, condicionado a 30 anos de serviço e 25 anos de carreira militar.

Daniel Vilela também informou a definição de regras de integralidade e paridade para servidores da Polícia Penal e da Polícia Científica, o que garante a manutenção do valor integral do último salário e acesso aos mesmos reajustes concedidos aos profissionais da ativa.

Na Polícia Penal, 76 unidades passarão a contar com cargo de diretor de unidade, com gratificação de R$ 3,2 mil. A Polícia Científica terá novas diretorias, e servidores da fiscalização do Procon Goiás também foram incluídos no reajuste remuneratório.

O pacote prevê ainda licença classista para atuação sindical e alteração de cargos da Polícia Técnico-Científica para nível superior.