As informações da festa da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão sob sigilo. Os dados da recepção realizada no Palácio Itamaraty no dia 1º de janeiro foram negados pelo Ministério das Relações Exteriores à revista Veja, que fez o pedido usando a Lei de Acesso à Informação (LAI).

Ao negar os dados, a justificativa dada foi que as informações solicitadas, supostamente, poderiam “colocar em risco a segurança do presidente e vice e respectivos cônjuges e filhos”. Não é possível saber quem esteve presente na festa porque “a lista de convidados para o evento em apreço tem caráter reservado”, afirmou o Itamaraty em resposta ao pedido da revista.

A reposta dada ao veículo de comunicação se limitou a dizer que estiveram na recepção 73 comitivas estrangeiras, no total, além de quase 80 representantes do Corpo Diplomático em Brasília, o que seria o maior número de delegações estrangeiras no país desde os Jogos Olímpicos de 2016.

Durante a campanha, Lula não poupou críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com relação aos 100 anos de sigilo impostos a diversas questões que envolviam o governo. Mas o argumento utilizado pelo governo petista é similar ao utilizado pelo governo anterior para esconder, entre 2019 e 2022, os gastos com o cartão corporativo da Presidência, por exemplo.

O ex-presidente impôs sigilo de 100 anos a informações públicas utilizando uma interpretação do artigo 31 da LAI. De acordo com a lei, alguns dados sobre informações pessoais podem ser colocados em sigilo em ocasiões específicas.