Custo da construção em Goiás sobe 0,529% em agosto e chega a R$ 2,8 mil por m²
02 setembro 2026 às 18h04

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O custo da construção civil em Goiás registrou alta de 0,529% em agosto de 2026, segundo levantamento do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Sinduscon-GO). Com a variação, o Custo Unitário Básico (CUB) de referência chegou a R$ 2.857,85 por metro quadrado no padrão residencial R-16 de alto padrão. No acumulado do ano, o indicador apresenta avanço de 5,278% e, nos últimos 12 meses, de 7,533%.
O CUB é uma referência utilizada pelo setor para acompanhar a evolução dos custos da construção. O levantamento considera preços de materiais, mão de obra, equipamentos e despesas administrativas e é calculado de acordo com a Lei Federal nº 4.591/1964 e a NBR 12.721:2006, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Dos R$ 2.857,85 que compõem o valor referencial de agosto, R$ 1.443,02 correspondem à mão de obra, o equivalente a pouco mais da metade do total. Os materiais representam R$ 1.338,95 por metro quadrado. Outros R$ 67,78 são referentes às despesas administrativas e R$ 8,10 aos equipamentos.
Brita sobe 8,8% em agosto
Entre os materiais que integram a cesta analisada, a Brita 1 apresentou a maior alta no período, com variação de 8,824%. O registro de pressão de 1/2 polegada teve aumento de 2,680%, enquanto o fio de cobre antichama de 750 V e 2,5 mm ficou 2,632% mais caro.
Nem todos os itens, porém, ficaram mais caros. A bancada de pia de mármore de 2 metros por 60 centímetros apresentou redução de 3,960%. Os valores de mão de obra e equipamentos permaneceram estáveis no período. De acordo com o levantamento, o comportamento dos preços dos insumos contribuiu para uma pequena redução na variação do CUB em relação ao mês anterior.
A pesquisa acompanha a evolução dos preços de 25 materiais utilizados na construção. Também entram no cálculo salários e encargos sociais de duas categorias de trabalhadores, pedreiro e servente, além das despesas administrativas relacionadas ao engenheiro e de um equipamento, representado pelo aluguel de betoneira.
O custo médio da hora de um pedreiro de massa considerado no levantamento é de R$ 14,46. Para o servente, o valor é de R$ 9,54 por hora, enquanto o custo considerado para o engenheiro chega a R$ 77,15 por hora.
Casas de alto padrão têm CUB acima de R$ 3,4 mil por m²
O valor do CUB varia de acordo com as características e o padrão do empreendimento. Nos projetos residenciais, uma residência unifamiliar R-1 de padrão baixo apresentou custo de R$ 2.301,92 por metro quadrado em agosto. No padrão normal, o valor chegou a R$ 2.794,68, enquanto uma residência do mesmo tipo classificada como alto padrão atingiu R$ 3.430,05 por metro quadrado.
Entre os prédios populares de quatro pavimentos, o PP-4 de padrão baixo ficou em R$ 2.049,62 por metro quadrado, enquanto o de padrão normal alcançou R$ 2.566,20.
No caso das residências multifamiliares R-8, o custo calculado foi de R$ 1.936,10 por metro quadrado no padrão baixo, R$ 2.242,42 no padrão normal e R$ 2.706,70 no padrão alto. Para os edifícios R-16, o valor ficou em R$ 2.174,33 no padrão normal e chegou aos R$ 2.857,85 no padrão alto, utilizado como referência do levantamento.
O Projeto de Interesse Social (PIS), por sua vez, apresentou o menor valor entre os modelos residenciais relacionados na tabela, com CUB de R$ 1.511,39 por metro quadrado.
Construções comerciais chegam a R$ 3,2 mil por metro quadrado
A diferença de custos também aparece nos empreendimentos comerciais. Para o modelo Comercial Andares Livres de oito pavimentos (CAL-8), o CUB foi calculado em R$ 2.552,75 por metro quadrado no padrão normal e R$ 2.729,23 no padrão alto.
No modelo Comercial Salas e Lojas de oito pavimentos (CSL-8), os valores ficaram em R$ 2.219,42 no padrão normal e R$ 2.427,01 no alto. Já o CSL-16 apresentou o maior custo entre os projetos comerciais relacionados: R$ 2.953,73 por metro quadrado no padrão normal e R$ 3.227,39 no padrão alto.
Para outros tipos de construção, o levantamento aponta R$ 2.354 por metro quadrado para residência popular (RP1Q) e R$ 1.259,50 para galpão industrial.
CUB desonerado fica em R$ 2.671,20
O Sinduscon-GO também divulgou os valores do CUB desonerado. Nessa modalidade, o valor referencial do R-16 de alto padrão ficou em R$ 2.671,20 por metro quadrado em agosto, com variação mensal de 0,567%.
O indicador desonerado acumula alta de 5,227% em 2026 e de 7,535% nos últimos 12 meses. Do valor total, R$ 1.338,95 correspondem aos materiais, R$ 1.256,37 à mão de obra, R$ 67,78 às despesas administrativas e R$ 8,10 aos equipamentos.
No segmento residencial desonerado, os valores variam de R$ 1.413,35 por metro quadrado para projetos de interesse social a R$ 3.215,51 para residências unifamiliares de alto padrão.
O R-1 de padrão baixo ficou em R$ 2.158,03 e o de padrão normal, em R$ 2.596,95. Para o R-8, os custos foram de R$ 1.822,52 no padrão baixo, R$ 2.085,34 no normal e R$ 2.540,54 no alto. Já o R-16 apresentou R$ 2.023,29 no padrão normal e R$ 2.671,20 no alto.
Nos projetos comerciais desonerados, o CAL-8 varia de R$ 2.377,61 a R$ 2.552,42 por metro quadrado, conforme o padrão. O CSL-8 fica entre R$ 2.061,35 e R$ 2.264,52, enquanto o CSL-16 varia de R$ 2.743,23 a R$ 3.010,90. O custo da residência popular foi calculado em R$ 2.165,46 e o de galpão industrial, em R$ 1.171,57 por metro quadrado.
CUB não representa preço final do imóvel
Apesar de funcionar como referência para o setor, o CUB não deve ser interpretado como o preço final necessário para construir ou comprar um imóvel. Há uma série de despesas que não entram na composição do indicador e que podem elevar o custo efetivo de uma obra.
Entre os itens não considerados estão fundações, submuramentos, paredes-diafragma, tirantes, rebaixamento de lençol freático, elevadores e diferentes equipamentos e instalações. Também ficam de fora obras e serviços complementares, urbanização, piscinas, campos esportivos, ajardinamento e instalação e regulamentação de condomínio.
O cálculo também não contempla impostos, taxas, emolumentos cartoriais, projetos arquitetônicos, estruturais, de instalações e especiais, além da remuneração do construtor e do incorporador. Por isso, o custo efetivo por metro quadrado de uma obra pode ser superior aos valores apresentados pelo indicador, dependendo das características de cada empreendimento.
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