Cunha: “O presidente da Câmara a partir de hoje é oposição”

Em anúncio de rompimento pessoal com o governo, peemedebista disse que vai lutar pelo rompimento entre PMDB e PT

Em entrevista coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (17/7), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), confirmou rompimento pessoal com o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e anunciou que vai lutar pela ruptura da aliança política entre PMDB e PT. “Saiba que o presidente da Câmara a partir de hoje é oposição”, disse.

Quanto à acusação feita pelo lobista Júlio Camargo de que ele teria o pressionado para receber R$ 5 milhões do esquema do “Petrolão”, Cunha reafirmou sua inocência e disse que seus advogados vão recorrer para que o processo vá ao Supremo Tribunal Federal (STF). O peemedebista disse ainda que as mudanças nas versões do delator o fazem perder credibilidade.

Respondendo a perguntas dos jornalistas presentes, Cunha afirmou estar sofrendo perseguição política e disse que o governo nunca o quis na presidência da Câmara e tem trabalhado contra ele.

O presidente da Câmara disse que o vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, respeita sua decisão e que, mesmo que o PMDB continue na base da presidente Dilma, ele manterá uma posição “independente”. Sobre o impeachment, Cunha disse apenas que olhará “dentro dos olhos da Constituição e da lei”.

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