Cunha condena decisão do PMDB de aceitar mais ministérios

Em Goiânia, presidente da Câmara garantiu que não participou de negociações com governo federal: “Meu posicionamento é de deixar a base”

Eduardo Cunha participa do fórum, em Goiânia, ao lado do governador Marconi Perillo

Eduardo Cunha participa do fórum, em Goiânia, ao lado do governador Marconi Perillo

O presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), condenou a decisão de seu partido de aceitar mais ministérios do governo federal. Em entrevista coletiva concedida na manhã desta sexta-feira (25/9) em Goiânia, o peemedebista garantiu que “desconhece” qualquer negociação com a presidente Dilma Rousseff (PT) no sentido de indicar nomes para pastas da União.

Na tentativa de aprovar as novas medidas de ajuste fiscal anunciadas na última semana — como a criação de uma nova CPMF –, o Planalto estaria negociando com lideranças do PMDB na Câmara e no Senado. Para tanto, Dilma teria oferecido ministérios a seu principal aliado. Os nomes seriam indicados por deputados federais e senadores.

Cunha, no entanto, ressaltou que não participou de tais conversas e foi além: “Não concordo e, da minha parte, não tem nenhum apoio”. Segundo o presidente da Câmara — que faz parte da oposição –, o PMDB “não precisa de mais ministérios para defender a governabilidade”. “Aliás, qualquer partido que depende disso já está de uma certa forma descomprometido com a realidade do País”, completou. Para ele, o o governo federal deveria ter convidado os aliados para “discutir a formulação de políticas públicas e econômicas” que estão sendo implementadas.

Sendo assim, o peemedebista segue determinado em convencer os correligionários a romperem com o PT. “Meu posicionamento foi de sair da base do governo e defenderei isso nas convenções do PMDB, que devem ocorrer em novembro, de sair da base”, concluiu.

Impeachment

No que diz respeito a um possível afastamento da presidente Dilma Rousseff, Eduardo Cunha se limitou a dizer que não cabe a ele apresentar tal proposta. “Me cabe, dentro da Constituição e do Estatuto da Câmara, decidir sobre o prosseguimento, ou não, de um eventual pedido”, sustentou.

Ainda na última quinta-feira (24), o presidente leu, em Plentário, o rito que será seguido — previsto no regimento — e os procedimentos acerca de um processo de impeachment.

O presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, está em Goiânia à convite do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) para participar do 1º Fórum de Cidadania e Segurança Pública, realizado no Hotel Mercure. Após o evento, ele comanda mais uma edição do Câmara Itinerante, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). (O áudio foi cedido pela jornalista Mirelle Irene)

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