Cumprimento de protocolos de Covid-19 teria sido estopim para Bolsonaro demitir Castelo da Petrobrás

Colunista de O Globo mostra detalhes pitorescos da relação do presidente com seus subordinados

Bolsonaro e Roberto Castello Branco

O colunista Lauro Jardim, que ultimamente faz cobertura impecável dos bastidores do poder em Brasília, mostrou detalhes um tanto curiosos sobre a demissão do ex-presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, na semana retrasada. Demissão essa que provou crise na Bovespa e queda no valor de mercado da estatal.

Segundo Lauro Jardim, a reunião no dia 5 de fevereiro, com Jair Bolsonaro, Roberto Castello Branco e os ministros Paulo Guedes, Tarcísio de Freitas, Braga Netto e Bento Albuquerque contou pontos para que, pelos motivos errados, o presidente resolvesse demitir o então presidente da Petrobras.

Na ocasião, Castello Branco deveria explicar a razão dos reajustes do diesel. “O presidente da Petrobras entrou e permaneceu no gabinete presidencial com as precauções devidas a uma pessoa de 76 anos: usava máscara N95 e óculos de proteção”, diz o colunista. Cumprimentou a todos, mas não com aperto de mãos e abraços.

Foi o bastante para que o já irritado Bolsonaro praticamente perdesse a paciência.

Lauro Jardim sustenta que, para Bolsonaro, cumprir protocolos de segurança é uma palhaçada. Na reunião, chegaram a perguntar a Castello Branco por que ele fora “vestido de astronauta” ao palácio.

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