“Cumpri o que prometi: dei independência à Câmara”, afirma Eduardo Cunha

Presidente aproveitou coletiva realizada nesta quinta-feira para discorrer sobre a crise do governo federal e garantiu que a aliança entre PT e PMDB está perto do fim

Cunha rebateu críticas de que estava atuando de maneira autoritária, afirmando que apenas colocou em votação projetos que tramitavam por anos na casa | Foto: Divulgação Facebook

Cunha rebateu críticas de que estava atuando de maneira autoritária, afirmando que apenas colocou em votação projetos que tramitavam por anos na casa | Foto: Divulgação Facebook

O presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), fez um balanço da atividade parlamentar durante o primeiro semestre de 2015. Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (16/7), Cunha exaltou o aumento da independência e da produtividade da Casa.

Segundo Cunha, em comparação com os seis primeiros meses de 2011, houve aumento de 53,8% no número de propostas votadas.

Ele aproveitou para rebater também as críticas de deputados do PT e do Psol de que ele estaria impondo uma agenda autoritária e conservadora. “Isso é choro de quem perdeu as votações”, referindo-se à sua escolha como presidente. O peemedebista afirmou que só está colocando em votação “projetos em tramitação na Casa por muitos anos”.

Um dos pontos abordados por Cunha na coletiva é a independência que ele acredita ter garantido à Câmara:  “Estávamos muito atrelados ao governo”. “Consegui fazer o que prometi: dar independência para a Casa, votar matérias que a população quer e, ao mesmo tempo, manter a governabilidade”, completou.

Durante a entrevista, confirmou que a prioridade para o próximo semestre é votar medidas relacionadas ao Pacto Federativo. Outro tema que deverá ser levado ao plenário é a maioridade penal — a proposta de redução ainda tem que passar por um segundo turno de votação antes de ir para o Senado.

Sobre o governo federal, Cunha foi categórico: “Finge que tem maioria, que finge que é governo, mas não é governo”. Para ele, a crise de governabilidade é séria e que está, sim, estudando a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff, “buscando assessoria jurídica para formar sua opinião sobre o tema”.

No entanto, uma possível reprovação das contas do governo pelo Tribunal de Contas da União não será o bastante para justificar o Impeachment. “O parecer do TCU é apenas técnico e a decisão tem que passar pelo Congresso, que vai analisar o caso politicamente”, justificou.

Eduardo Cunha afirmou, ainda, que o PMDB “não aguenta mais a aliança com o PT” e reforçou o discurso do presidente do Senado e colega de sigla, Renan Calheiros:  “O PMDB vai lançar candidatura própria na disputa presidencial de 2018”.

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