Cremego confirma registro de “Doutor Bumbum” em Goiás

Segundo conselho goiano, médico não tem condenações médicas no Estado

Foto: Reprodução

Após divulgação de que o médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido nas redes sociais como “Doutor Bumbum”, teria registro nos conselhos regionais de Medicina de Goiás e do Distrito Federal, o Cremego enviou nota ao Jornal Opção dizendo que não constam nos registros estaduais “condenações decorrente de processo”.

Denis é investigado pela morte de Lilian Calixto. A paciente cuiabana passou por procedimento estético nos glúteos no sábado, dia 14. Após a intervenção plástica, a mulher passou mal e veio a óbito logo após dar entrada em uma hospital na Zona Oeste do Rio, na madrugada de domingo (15). O médico está foragido.

De acordo com o presidente Leonardo Mariano Reis, os fatos ocorreram no Estado do Rio de Janeiro e, por isso, a competência para apurar a atuação do médico no caso em questão, pertence ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj).

A nota diz ainda que o conselho do Distrito Federal chegou a proceder interdição cautelar do médico em 2016, mas, no mesmo ano, uma liminar concedida pela Justiça Federal do DF restabeleceu a inscrição do “Doutor Bumbum”.

Segundo a assessoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Goiás, Denis não é especializado em cirurgia plástica.

Confira na íntegra o posicionamento do Cremego:

O CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE GOIÁS – CREMEGO, considerando a notícia veiculada na imprensa acerca do óbito da bancária cuiabana, Lilian Quezia Calixto de Lima Jamberci, ocorrido após a realização de um procedimento estético pelo médico Denis Cesar Barros Furtado, no interior de um apartamento no Rio de Janeiro, vem a público informar que, embora o referido médico possua inscrição secundária neste Regional e inscrição principal no Distrito Federal, os fatos ocorreram, conforme dito, no Estado do Rio de Janeiro, razão pela qual, a competência para apurar a atuação do médico no caso em questão, pertence ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro – Cremerj (parágrafo único do artigo 2º do Código de Processo Ético-Profissional – Resolução CFM 2.145/2016).
Informamos ainda que não constam em nossos registros condenação decorrente de processo sob a responsabilidade do Cremego em desfavor do médico citado.
Por fim, registra-se que o CRM/DF procedeu à interdição cautelar do Dr. Denis em 15/04/2016, todavia, por força da liminar concedida pela Justiça Federal do Distrito Federal (processo 1003.156-37.2016.4.01.3400), a inscrição do médico foi restabelecida em 16/06/2016.
Goiânia, 17 de julho de 2018.
DR. LEONARDO MARIANO REIS
– PRESIDENTE DO CREMEGO

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