CPI do Jockey Club, na Câmara de SP, chama Marconi Perillo para prestar esclarecimentos
11 agosto 2026 às 16h48

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Os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Jockey Club aprovaram, durante reunião nesta terça-feira, 11, o convite ao ex-governador e atual candidato ao governo de Goiás, Marconi Perillo, para prestar depoimento. Perillo é ex-membro do Conselho de Administração da instituição.
Em nota enviada ao Jornal Opção, Marconi afirmou que jamais desempenhou “qualquer atribuição executiva, administrativa ou financeira no clube”, mas que vai atender ao convite da CPI após as eleições. Veja a nota ao final da matéria.
A CPI do Jockey foi instalada pela Câmara Municipal de São Paulo no ano passado com o objetivo de investigar eventuais irregularidades fiscais e imobiliárias. A comissão busca apurar a gestão de débitos tributários, alienação de potencial construtivo e possível omissão do poder público na situação.
Junto com Marconi Perillo, também foram convidados Abrão Assam Filh, membro efetivo do Conselho Fiscal do Jockey, e Benjamin Steinbruch, ex-presidente do Jockey e atual diretor-presidente do Conselho de Administração da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) – empresa da qual Perillo já foi contratado.
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Os requerimentos foram apresentados pelo presidente da comissão, vereador Gilberto Nascimento (PL). Segundo ele, a CPI foi dividida em três fases. “É um entendimento combinado entre os vereadores e o presidente da Casa, porque primeiro ouvimos aqueles que apresentaram denúncias ao Jockey Club, num segundo momento esgotamos todos os nomes da Prefeitura e agora nesta terceira fase vamos ouvir diretores financeiros, esse é o ponto que queremos chegar”.
“Essa CPI busca efetivamente que o Jockey possa sentar nas cadeiras da Câmara Municipal para provocar um ajuste de contas e um efetivo pagamento para a cidade de São Paulo”, completou.
Em nota, Marconi Perillo disse que o convite da CPI ocorre “única e exclusivamente da função de conselheiro” que exerceu no Jockey Club e que não há indícios que o vinculem “às supostas irregularidades que motivaram a instalação da CPI”.
“Nota à imprensa
A respeito do convite aprovado nesta terça-feira (11) pela CPI do Jockey Club, da Câmara Municipal de São Paulo, esclareço que tal decorre, única e exclusivamente, da função de conselheiro que exerci no Jockey Club de São Paulo.
Jamais desempenhei qualquer atribuição executiva, administrativa ou financeira no clube, tampouco tive ingerência sobre débitos tributários, questões imobiliárias ou qualquer das matérias sob apuração. Não há, aliás, um único indício que me vincule às supostas irregularidades que motivaram a instalação da CPI.
Causa preocupação, contudo, que uma comissão em atividade desde 2025, ainda sem conclusões, volte agora sua atenção a pessoas públicas justamente às vésperas das eleições — momento que exige redobrada cautela para que os trabalhos legislativos não produzam indevido constrangimento político nem repercutam sobre o processo eleitoral.
Reafirmo que fui convidado, podendo ou não atender ao convite. Mesmo não sabendo de que forma eu poderia colaborar com essa CPI, me disponho a, assim que se encerrarem as eleições que estou disputando, marcar uma data para atender esse convite. Os goianos sabem de minha agenda intensa nesse período eleitoral, e minha prioridade absoluta é o estado de Goiás e o foco na minha campanha.
Goiânia (GO), 11 de agosto de 2026.“
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