CPI do BNES é instalada na Câmara dos Deputados

Marcos Rotta (PMDB-AM) é o presidente do colegiado. O relator José Rocha (PR-BA) já anunciou que vai chamar o presidente do banco, Luciano Coutinho, para depor

Marcos Rotta (esquerda) foi eleito unanimemente para a presidência da Comissão; José Rocha é o relator | Foto: Foto: Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados; Akimi Watanabe

Marcos Rotta (esquerda) foi eleito unanimemente para a presidência da Comissão; José Rocha é o relator | Foto: Foto: Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados; Akimi Watanabe

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi instalada na manhã desta quinta-feira (6/8) na Câmara dos Deputados. O deputado Marcos Rotta (PMDB-AM) foi eleito unanimimente como presidente do colegiado. José Rocha (PR-BA) será o relator.

Rocha informou que vai requerer a convocação do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, para depor. O requerimento deve ser votado na primeira reunião de trabalho da CPI, que acontece na tarde da próxima terça-feira (11).

Tanto Rotta como Rocha defenderam a imparcialidade da CPI, afirmando que não permitirão interferência de interesses e disputas no trabalho da comissão. “Vamos trabalhar de forma isenta e imparcial. Não vamos perseguir ou proteger quem quer que seja”, defendeu o presidente do colegiado.

Os vice-presidentes Miguel Haddad (PSDB-SP), Calor Zarantinni (PT-SP) e Marcelo Squassoni (PRB-SP) também foram eleitos por unanimidade. Rotta está em seu primeiro mandato e é vice-líder do bloco PMDB-PP-PTB-PSC-PHS-PEN.

Estrutura

A CPI do BNDES, que foi proposta pelo deputado Rubens Bueno (PPS-PR) e criada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no dia 17 de julho, é composta por 27 titulares e 27 suplentes. O foco das investigações serão os empréstimos feitos pelo BNDES que forem considerados suspeitos pela Operação Lava-Jato.

Entre 2003 e 2014, o BNDES concedeu R$ 2,4 bilhões em financiamentos para nove empreiteiras citadas na operação. O requerimento pede também a apuração de empréstimos classificados como secretos concedidos a países como Angola e Cuba.

Origem

Em dezembro de 2014, o procurador Hélio Telho afirmou em entrevista ao Jornal Opção que haveria um escândalo de corrupção ainda maior que o “Petrolão” no BNDES.

“A corrupção floresce em ambientes onde há muito dinheiro, nenhum controle, muito sigilo e impunidade total. O BNDES está alavancando com mais de R$ 500 bilhões do Tesouro Nacional, fazendo empréstimos a juros subsidiados. Mas não sabemos para quem, quanto foi para cada um e nem quais são as garantias”, disse.

Com o alcance da notícia, o banco divulgou uma nota em sua defesa, em que afirmava que administrava “de maneira responsável e criteriosa os recursos públicos que estão sob sua responsabilidade”. A entrevista repercutiu nacionalmente, virando assunto inclusive para a revista Veja , que divulgou que a oposição articulava uma CPI para investigar o BNDES

* Com informações da Agência Câmara Notícias

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