A Câmara dos Deputados instalou nesta quarta-feira, 17, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das apostas esportivas, após a Operação Penalidade Máxima, que investiga partidas do Brasileirão 2022 e estaduais de 2023, deflagrar o combate à manipulação de jogos no futebol brasileiro.

Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), existe uma organização criminosa especializada em corromper atletas de futebol e lucrar com essas apostas.

Eleito segundo-vice-presidente da CPI, o deputado federal, Daniel Agrobom (PL) comenta que às oitivas devem começas na próxima quarta-feira, 24. A Comissão deve aproveitar provas apuradas pelo Ministério Público.

“Nós vamos convocar jogadores, chefes de empresas de jogos que manipulam esses resultados. Essa investigação não tem o objetivo de prejudicar nenhum clube, ela quer investigar pessoas que estão manipulando resultados”.

Deputado federal, Daniel Agrobom (PL-GO)

Investigação

A foi deflagrada em novembro do ano passado após a denúncia de Hugo Jorge Bravo, presidente do Vila Nova Futebol Clube. O clube percebeu a manipulação de 3 partidas da Série B do Campeonato Brasileiro.

Um dos suspeitos é Romário, jogador do Vila Nova que foi ameaçado depois de não cumprir um dos acordos no valor de R$ 150 mil.

Em 14 de fevereiro foi deflagrada a primeira operação, quando foram cumpridos mandados de busca, apreensão e uma prisão temporária em Goiás, Mato Grosso, São Paulo Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Quem é?

Dos 34 deputados da CPI, dois são goianos, Daniel Agrobom e Célio Silveira. O primeiro é ex-prefeito de Bom Jesus de Goiás e empresário de sucesso do agronegócio. Já Silveira é médico e foi vice-prefeito de Luziânia, deputado estadual e federal pela terceira vez.