CPI da Covid ouve empresário apontado como ‘número dois informal’ de Pazuello

Airton Soligo, conhecido como Airton Cascavel terá que comparecer, mas tem o “direito ao silêncio” em questões que possam incriminá-lo

Airton Cascavel e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello | Foto: Reprodução/Facebook

A CPI da Covid ouve nesta quinta-feira, 5, o empresário Airton Soligo, conhecido como Airton Cascavel e apontado como “número dois informal” do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. O requerimento para ouvir Cascavel foi apresentado pelo vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Segundo a Comissão Parlamentar de Inquérito, Soligo atuou no Ministério da Saúde por pelo menos dois meses, na gestão Pazuello, antes de assumir cargo público formal. Quando a presença do empresário em reuniões veio à tona, ele foi nomeado assessor especial pelo então ministro.

Formalmente, o empresário atuou como assessor especial de 24 de junho de 2020 a 21 de março deste ano, quando foi exonerado. Documentos da Procuradoria da República no Distrito Federal enviados à CPI apontam fotos e referências a Airton Cascavel como o “número 02 do Ministério da Saúde”. Existe a suspeita de usurpação de função pública, ou seja, atuar como um gestor público sem ter vínculo formal. O crime é previsto no artigo 328 do Código Penal.

Na quarta-feira, 4, Cascavel pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) um salvo-conduto para faltar ao depoimento. A argumentação é a de que a convocação de Cascavel não informa se ele será ouvido na condição de testemunha ou investigado. Gilmar Mendes, concedeu o pedido apenas parcialmente. Cascavel terá que comparecer, mas tem o “direito ao silêncio” em questões que possam incriminá-lo.

*Com informações do G1

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