Covid-19: medidas preventivas geram resultados positivos em Goiás

Governo Caiado conseguiu até aqui manter Goiás longe dos Estados que encabeçam o ranking de casos de coronavírus no País

Medidas enérgicas, pautadas em critérios científicos, estão ajudando a evitar que o colapso da rede hospitalar visto em outros Estado se repita aqui. “Se Goiás ainda está em uma situação relativamente controlada, é por que ainda estamos colhendo os frutos das medidas que adotamos lá no começo”, afirma o governador Ronaldo Caiado (DEM)

O estado tomou as medidas corretas se antecipando aos reflexos da pandemia. Esta foi receita que tem garantido os bons resultados de Goiás no combate à proliferação da Covid-19 e, consequentemente, preservando a saúde dos goianos. Ações enérgicas e proativas adotadas pelo governador Ronaldo Caiado, pautadas em critérios científicos, ainda quando surgiam os primeiros casos e não havia nenhuma morte, contribuíram para frear a curva da disseminação da doença e estão ajudando a evitar que o colapso da rede hospitalar visto em outros Estados se repita aqui.

Goiás registrou, até esta última quarta-feira, 20, 2.049 casos de infectados pelo coronavírus, com 78 óbitos confirmados. São números que apontam para uma incidência de 28,2 casos e mortalidade de 1,1 a cada 100 mil habitantes. Os índices goianos são bem inferiores aos de São Paulo, epicentro a pandemia no Brasil, onde já há quase 70 mil casos da Covid-19 registrados e mais de 5 mil mortes. Lá a incidência da doença é de 152,1 casos e a mortalidade de 11,7 a cada 100 mil habitantes.

Goiás conseguiu até aqui se manter longe dos Estados que encabeçam o ranking de casos no País. O resultado positivo não por acaso, é consequência do isolamento social que chegou a quase 70% no mês de abril, graças a uma sequência de ações assertivas do governo.

No dia 12 de março, o governador deu o primeiro passo nas estratégias do governo de deter o que chamou de “inimigo invisível”. Naquela data, quando havia os três primeiros casos locais de pessoas infectadas pelo Covid-19, Caiado foi o primeiro gestor do Brasil a anunciar plano de ação para acompanhar e prevenir o alastramento da infecção no Estado, com foco na segurança dos goianos.

Na sequência, vieram os decretos. O primeiro deles estabeleceu a situação de emergência na saúde pública do Estado de Goiás pelo prazo de 180 dias e também o isolamento social. Com isso, foi decretada a suspensão de eventos estaduais e competições esportivas, a paralisação das aulas presenciais e a interrupção de atividades de shoppings e diversos outros estabelecimentos comerciais. As decisões do governador Ronaldo Caiado têm sido baseadas em dados científicos e médicos, além das orientações da Organização Mundial de Saúde, do Ministério da Saúde e Secretaria de Estado de Saúde de Goiás.

Uma das primeiras medidas foi preparar a rede estadual para receber os pacientes da Coivd-19. O primeiro a ser exclusivamente dedicado a este fim foi o Hospital do Servidor Público, unidade pertencente ao Instituto de Assistência dos Servidores do Estado de Goiás (Ipasgo), em Goiânia, com 222 leitos. Também estão sendo preparados outros sete hospitais de campanha, com quase 800 novos leitos distribuídos nos municípios de Anápolis, Águas Lindas, Formosa, Luziânia, Itumbiara, Jataí e Porangatu.

Medidas que se revelarão essenciais para garantir atendimento à população, uma vez que a rede privada já entra em alerta. As principais manchetes desta quarta-feira, 21, informavam que, segundo a Associação de Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), não há mais, nas unidades associadas da entidade, leitos de terapia intensiva (UTI) disponíveis para pacientes com suspeita da Covid-19. “Não tem como negociar com o coronavírus. Ele é implacável, não escolhendo idade, sexo, nem classe social. Por isso, foi necessário sermos igualmente intransigentes nesta batalha. E se Goiás ainda está em uma situação relativamente controlada, é por que ainda estamos colhendo os frutos das medidas que adotamos lá no começo”, afirmou Ronaldo Caiado.

Os mais vulneráveis

A pandemia traz consigo mais do que a necessidade de cuidado com a saúde. Há os reflexos econômicos e sociais que exigem atenção. Em Goiás foi articulado uma série medidas de cunho econômico e social. Ao estabelecer junto à Saneago a suspensão de cortes de água e autorizar a criação de um programa de renegociação de débito foi demonstrado cuidado com o lado social. Além disso foi solicitado à Enel e empresas de telefonia que não fossem interrompidos os serviços durante o período de quarentena.

O pagamento do IPVA e do licenciamento de veículos foi prorrogado para agosto. Já encargos e tributos ligados ao Simples Nacional foram suspensos por três meses, prazo que para os microempreendedores individuais foi maior, de 180 dias.

Em março, a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e Gabinete de Políticas Sociais, coordenado pela primeira-dama Gracinha Caiado, lançaram a Campanha de Combate à Propagação do Coronavírus para arrecadar recursos para a compra alimentos, itens de higiene e limpeza, álcool em gel e outros. Até o último dia 14, a campanha havia conseguido R$ 3.678.126,00 além da doação de toneladas de alimentos e itens de higiene. Com o apoio das de policia, bombeiros e servidores voluntários, a OVG fez a entrega dos mantimentos a famílias de 246 cidades goianas. Foram entregues, de porta em porta, sem causar aglomerações ou colocar a população em risco, um total de 6 mil toneladas de alimentos.

A campanha de arrecadação continua, e as doações podem ser realizadas via transferências, cartão de crédito, boleto, débito em conta e por meio da Plataforma do Voluntariado (ovg.org.br/voluntariado). Todas as secretarias, autarquias e empresas públicas do Governo do Estado também estão empenhadas em arrecadar cestas básicas junto aos seus servidores e à população em geral.

A OVG também é responsável pela manutenção de 12 unidades do “Restaurante do Bem”, que estão oferecendo refeições a R$ 2, entregues em marmitex para as pessoas em situação de rua.

Economia, emprego e renda

Logo nos primeiros dias em que foi determinado o fechamento das mais variadas atividades comerciais e estabelecido o isolamento social da população, medidas para facilitar o acesso ao crédito foram anunciadas. Tendo em vista o setor empresarial, para fazer a Economia do Estado girar e manter sua produtividade, a Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), por meio da GoiásFomento, Branco do Brasil e Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), injetou R$ 500 milhões no mercado, voltados às micro e pequenas empresas, para capital de giro emergencial, pagamento de impostos, mão de obra, aluguéis e outros custos fixos variados.

Além de aumentar o montante de recurso disponível para empréstimos a micro e pequenos empresários, a gestão estadual determinou que pendências financeiras ocorridas durante a pandemia não fossem consideradas no processo de análise de crédito. Tal medida aumentou substancialmente a quantidade de novos empréstimos liberados no âmbito da GoiásFomento. De março até maio, 48% das solicitações de empréstimos feitas à Agência já foram atendidas pela instituição. Já pelo FCO, foram 2.645 empréstimos efetivados, com a liberação de R$ 811 milhões até a semana passada.

Confirmando a confiança do empresariado em Goiás mesmo diante de uma pandemia sem precedentes, a gestão estadual garantiu ainda a atração de quase R$ 100 milhões em investimentos para o Estado. Mais de mil empregos serão gerados com a instalação de 22 empresas nos distritos industriais administrados pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego). Os empreendimentos serão instalados em terrenos da Codego em oito municípios de várias regiões do estado: Abadiânia, Anápolis, Catalão, Goianésia, Itumbiara, Morrinhos, Rio Verde e Senador Canedo.

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