Construção civil gera emprego, mas sofre com falta de mão de obra qualificada

O mercado de trabalho formal da Construção Civil gerou 29.818 novos postos de trabalho com carteira assinada em julho de 2021

De acordo com dados do Novo Caged, o mercado de trabalho formal da Construção Civil gerou 29.818 novos postos de trabalho com carteira assinada em julho de 2021. No entanto, ainda há vagas abertas por falta de mão de obra qualificada.

Os dados foram divulgados no fim do mês de agosto pelo Ministério do Trabalho. Na avaliação da economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos, o mês de julho apresentou o melhor desempenho desde fevereiro de 2021 (44.184), o que evidencia avanço das atividades do segmento.

Contudo, a falta de mão de obra qualificada é uma questão que afeta diretamente na inflação, como explica o Diretor de Marketing, Comunicação e Eventos da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), Marcelo Moreira. “Esses trabalhadores qualificados estão em falta hoje no mercado, o que impacta em uma inflação salarial e, consequentemente, amplia a dificuldade geral de contratação”, explica.

O setor, destaca Marcelo, possui um perfil de qualificação: “ele prepara aquele profissional, sem experiência ou técnica, para o mercado. Mas este funcionário não permanece no local de trabalho e acaba abrindo uma nova demanda”, ressalta.

É o caso do administrador Marcius Costa e Silva Júnior, 29. Após meses desempregado, ele foi recolocado no dia 30 de agosto deste ano. Durante esse período, investiu em sua qualificação, em leituras técnicas sobre gestão de pessoas para se qualificar e se manter atualizado. “Fiquei muito feliz quando soube que seria contratado, ainda mais para a área que me faz muito bem em atuar. E também poder contar com recursos financeiros diante de tudo tão caro, com a inflação alta”, lembra ele.

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