Conselho repudia ataque homofóbico de médico em Goiânia

Pneumologista Ricardo Dourado agrediu verbalmente um casal de lésbicas e disse que gays devem ser mortos

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) divulgou nota nesta sexta-feira (17/6) repudiando o ataque homofóbico do pneumologista Ricardo Dourado contra duas lésbicas em Goiânia.

Segundo a instituição, comandada pelo médico Aldair Novato, a medicina é uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade: “Seu exercício sem discriminação de nenhuma natureza é um princípio fundamental do Código da Ética Médica.”

Dourado foi flagrado em vídeo, divulgado nas redes sociais das vítimas, chamando homossexuais de “aberrações” e sugerindo que devem ser mortos. “Gay, veado, tem que matar essa desgraça”, esbraveja o médico, que teria sido rejeitado por uma das vítimas e se revoltou.

“O Cremego, que atua na defesa da vida e da saúde da população, rechaça a intolerância e o preconceito que ainda ameaçam a dignidade e a vida humana”, completa o conselho.

Cremego repudia a homofobia e qualquer discriminação

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) repudia qualquer ato homofóbico ou qualquer outra forma de discriminação por etnia, credo, cor, condição socioeconômica ou cultural. O Cremego, que atua na defesa da vida e da saúde da população, rechaça a intolerância e o preconceito que ainda ameaçam a dignidade e a vida humana. A medicina é uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e seu exercício sem discriminação de nenhuma natureza é um princípio fundamental do Código de Ética Médica.

Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego)

Explicação

Protagonista da polêmica, Ricardo Dourado disse em entrevista ao Jornal Opção que já contratou um advogado que estuda o caso e entrará na justiça contra o casal. “Agressão foi o que ela fez comigo, me expondo nacionalmente com uma coisa ridícula dessas, usando meu nome como médico colocando uma foto da minha família. Eu posso sofrer agressão de homossexuais na rua”.

O caso ganhou repercussão na mídia depois que o Jornal Opção publicou uma matéria com os vídeos publicados por Angélica no Facebook. “Não fui agressivo hora nenhuma, tirando aquela parte que eu falei sem querer”, disse Dourado, se referindo ao momento do vídeo em que diz que “Gay, veado, tem que matar essa desgraça”.

Dourado disse ainda que elas responderão criminalmente por terem mentido. “Elas disseram que eu mexi com elas, que fui agressivo e que estava armado. Não é verdade. O que houve, foi simplesmente uma discussão de ideias, ninguém se exaltou. Só que ela começou a me agredir e falar um monte de besteiras”.

Ricardo Dourado defende que não é nem nunca foi homofóbico, “só não acho certo essa exposição em público”. O médico diz ter se sentido agredido pois “poderia estar com a minha filha menor de idade e isso não é certo. Simplesmente expus o meu posicionamento. Na minha opinião, lugar público não é lugar para ficar se beijando e se pegando”.

 

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Davi Alberto

O cara ainda quer pagar de vítima? Ameaçou e agrediu, está gravado, arque com seus atos. “Tem que matar” não é opinião, é crime! Isso sim envergonharia uma criança.