Conselheiros da OAB-GO denunciam perseguição de Lúcio Flávio contra opositores

Em ofício, Danúbio Cardoso afirma que foi protocolado na Corregedoria da OAB/GO e Federal pedido de investigação por irregularidades referentes a um processo

O conselheiro Danúbio Cardoso, dissidente da gestão de Lúcio Flávio Siqueira de Paiva, enviou um ofício para devolução de um processo em que tece críticas à Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás com relação a uma suposta perseguição àqueles que não apoiam o presidente. “Advirto que não me intimida sua arbitrária e teratológica notificação, que esclarece um pouco do seu caráter”, escreveu.

Segundo Danúbio, em entrevista ao Jornal Opção, ele e outros conselheiros sentem diferenciação de tratamento por parte de Lúcio Flávio, como neste caso em que foi dado um prazo de 24 horas para entrega de documentos, o que não ocorre com outros advogados. “Há falta de isonomia entre aqueles que apoiam seu mandato e aqueles que não concordam com suas atitudes”, declarou.

De acordo com o advogado, atualmente há um acúmulo de processos éticos na gestão da OAB-GO, e, no meio disso, o presidente estabelece prazos apenas para alguns. “Sem previsão legal, ele estipulou uma data para devolução. Ele também já passou por cima por duas vezes do conselho dando despachos em processo éticos”, reclamou.

Sobre o processo citado, Danúbio afirma que há indicios de fraudes, como a não numeração das folhas e inserção inadequada de documentos sem autorização do relator. Por isso, foi protocolada na Corregedoria da OAB/GO e Federal pedido de investigação sobre acréscimo de documentos indevidos e falta da devida numeração adequada.

O conselheiro acrescenta que, além dos prazos, outros fatores apontam para a falta de razoabilidade e proporcionalidade na relação com os conselheiros. Sérgio Murilo Inocente Messias, por exemplo, solicitou há mais de 90 dias cópias do processo de contratação de computadores para a OAB-GO, o que até hoje não foi fornecido. “Ele tem demostrando atitudes arbitrárias, inclusive com a criação de normas sem previsão legal”, denunciou.

Procurada através da assessoria, a presidência da OAB-GO ainda não se posicionou sobre o caso.

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