Condenados mãe e padrasto de criança espancada até a morte

Os ataques começaram quando os acusados tentaram colocar o menino para dormir e ele não parava de chorar

 

Luana Alves de Oliveira, mãe da criança, e Wesley Messias de Souza, padrasto foram condenados, respectivamente, a 30 anos de reclusão e a 28 anos pela morte do filho e enteado de apenas 2 anos. Eles vão cumprir pena em regime fechado. O crime aconteceu em março de 2018.

O corpo de jurados considerou os réus culpados pelas múltiplas agressões físicas e a asfixia que levou o menino à morte. Acusação foi sustentada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). Na decisão, também foi mantida a prisão preventiva dos dois, diante da gravidade e repercussão do crime.

Foram mais de 16 horas de julgamento até o veredicto. A sentença fixou a condenação de Luana em 30 anos de reclusão, em regime fechado, enquanto Wesley pegou uma pena de 28 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão, também em regime fechado.

Conforme relatou a denúncia oferecida pelo MP, os acusados agrediram a criança ao longo de toda a noite, entre os dias 5 e 6 de março de 2018. Os ataques começaram quando os acusados tentaram colocar o menino para dormir e ele não parava de chorar. Foram agressões com socos, chutes e pisões, que provocaram uma série de lesões.

Por fim, após os ataques, eles deixaram a criança na sala enrolada num cobertor e foram dormir. No dia seguinte, o pai de Wesley notou que o menino não se mexia e avisou os acusados, que levaram a vítima, já sem vida, para o hospital.

“Como a vítima estava indefesa e inconsciente por causa traumatismo crânio encefálico causado pelo espancamento, ela acabou sendo asfixiada”, detalhou a denúncia, mencionando o laudo juntado aos autos.

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