Condenado, Amarildo Pereira prepara retorno para Goiás para cumprir pena

Expectativa da defesa é de que a Justiça atenda a pedido já protocolado para a pena seja cumprida em regime domiciliar. Ex-vereador que estava em viagem internacional deve retornar ao estado já neste final de semana

Ex-vereador Amarildo Pereira | Foto: Reprodução

Condenado a 5 anos e 7 meses por peculato em esquema de desvio do INSS em 2004, o ex-vereador Amarildo Pereira que teve a prisão decretada no dia 6 de outubro e ainda não se entregou à polícia, deve retornar para Goiás após uma viagem internacional nos próximos dias.

A expectativa da defesa é de que a Justiça atenda a um pedido já protocolado para que Amarildo cumpra a pena em regime domiciliar e não seja levado ao presídio. “Nós fizemos um pedido para a Justiça para que ele possa se apresentar e ir direto para a audiência admonitória para iniciar o cumprimento da pena em regime domiciliar ao de invés de ser levado presídio, uma vez que a pena dele não é de prisão em regime fechado”, afirmou o advogado Pedro Paulo de Medeiros.

Segundo o advogado, Amarildo organiza seu retorno para Goiás devido as regras de quarentena decorrentes da pandemia de coronavírus. “A previsão que a família me deu é que ele chegaria no final desta semana ou no começo da próxima”.

O caso

Amarildo Pereira foi condenado pela justiça goiana inicialmente a 11 anos e 2 meses pelos crimes de peculato e formação de quadrilha, mas o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) reconheceu prescrição do último crime e reduziu para os 5 anos e 10 meses.

A defesa solicitou nova redução ao Supremo Tribunal Federal, mas na semana passada o Ricardo Lewandowski negou sob argumento de que não cabe habeas corpus para revisão de dosimetria, que foi estabelecida em instância anterior. Diante da decisão, o juiz Adegmar José Pereira, da 10ª Vara Criminal de Goiânia, expediu mandado de prisão.

O esquema a que foi condenado envolvia liquidação irregular de cheques que deveriam ser utilizados para pagamentos do INSS de servidores comissionados, além de falsificação de guias de recolhimento. Segundo se levantou à época, parte da verba desviada seria destinada para financiar campanha de Amarildo.

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