“Composições de chapa vão mudar cenário na Câmara”, alerta líder do prefeito

Com o fim da aliança entre PT e PMDB à vista, muita coisa pode mudar no Legislativo municipal até as eleições deste ano

Líder do prefeito, Carlos Soares | Foto: Marcelo do Vale/Câmara de Goiânia

Líder do prefeito, Carlos Soares | Foto: Marcelo do Vale/Câmara de Goiânia

O último ano de mandato dos vereadores na Câmara de Goiânia promete mudanças radicais. Em ano de eleições, as composições de chapa para a corrida à Prefeitura de Goiânia devem mudar o cenário na Casa de leis. Ao menos é o que alerta o líder do prefeito Paulo Garcia, o vereador Carlos Soares (PT).

A principal mudança deve acontecer na base do prefeito. Ao que tudo indica, a aliança entre PT e PMDB no município está mesmo com os dias contados, já que os dois partidos devem lançar candidaturas próprias no pleito vindouro. A nova composição pode fazer com que vereadores, até hoje aliados ao prefeito, debandem para a oposição ou ao menos que se tornem independentes.

Segundo Carlos Soares, no entanto, as mudanças não devem vir por agora. “Tenho certeza que isso não ocorreá antes do meio do ano. No primeiro semestre, acredito que teremos a mesma base e as mesmas composições, uma vez que o cenário só se definirá no dia 5 de agosto, data final das convenções. Até lá, não vejo alternância”, explica o petista e vereador candidato à reeleição.

Do outro lado, mais ponderada, a vereadora Célia Valadão, do PMDB, que chegou a assumir o posto de líder do prefeito por um bom tempo, acredita que “as coisas irão se delineando naturalmente” e sugere ser inevitável a mudança de cenário.

Questionada se pode vir a se colocar como “oposição” à gestão de Paulo Garcia, Célia responde: “Não necessariamente oposição. O PMDB tem consciência do seu papel e responsabilidade. O que for bom para a cidade, com certeza, o partido estará junto.

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