Comissão de aprovados da Educação pede auxílio à Câmara para resolver impasse

Segundo representante de concursados, prefeitura de Goiânia ainda não se posicionou sobre cronograma de convocação

Lucas Kitão se reúne com representantes dos aprovados da Educação | Foto: Jornal Opção

Uma comissão de aprovados no último concurso da educação municipal se reuniu com o vereador Lucas Kitão (PSL), na tarde desta quarta-feira (11/1), para pedir apoio da Câmara no que diz respeito ao cronograma de convocação dos mais de 2 mil profissionais.

Segundo a representante do grupo, advogada Thaís Morais, há uma indefinição por parte da prefeitura de Goiânia na questão dos temporários. Teoricamente, como houve a mudança de gestão, todos os 4 mil servidores em regime de contrato seriam dispensados. Contudo, a dias do início do ano letivo, a Secretaria Municipal de Educação (SME) ainda não se pronunciou oficialmente.

“Os efetivos foram convocados para voltar à sala de aula no dia 20 de janeiro, só que nem contratados sabem se vão ser renovados, nem concursados sabem se vão ser chamados. Há uma falha de comunicação”, explicou ela em entrevista ao Jornal Opção.

O concurso da educação foi aberto em março do ano passado e homologado em setembro, durante a gestão do ex-prefeito, Paulo Garcia (PT). Entre as mais de 4,7 mil vagas abertas à época estavam: agente de apoio educacional; assistente administrativo educacional; auxiliar de atividades educativas, bem como para professores de diversas áreas.

Morais garante que o Tribunal de Contas do Município (TCM) e o Ministério Público de Goiás (MPGO) deram pareceres favoráveis à causa dos concursados. “Estamos nos organizando para abrir diálogo com a administração municipal, pois entendemos que a situação é delicada. Afinal, existem escolas que quase todo o quadro é composto de temporários. O que acontecerá com elas? Não vão abrir?”, questiona.

O vereador Lucas Kitão (PSL) explicou que conversou com o secretário de Educação, Marcelo Ferreira, e marcou uma reunião com o grupo para esta quinta-feira (12): “Hoje discutimos a melhor forma de negociar com o prefeito. Queremos chegar a um consenso pelo diálogo, pois, como os próprios aprovados reconhecem, será necessário manter os temporários pelo menos no começo do ano letivo”.

Para ele, o importante é que haja uma posição imediata da Secretaria de Educação. “Defendo que todos os concursados sejam convocados. Um porque, no que diz respeito ao impacto imediato na folha de pagamento, não haverá aumento, o salário é o mesmo. Dois que, não desmerecendo os temporários, mas os que foram aprovados no concurso têm mais qualificação para o exercício das funções”, arrematou.

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Secretário Marcelo Ferreira durante a posse | Foto: Marcelo Costa

Jornal Opção tentou contato com a Secretaria Municipal de Educação (nos fixos da pasta após o horário comercial), mas não obteve sucesso até a publicação desta reportagem.

Em uma matéria publicada nesta quarta (11) no site do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), o secretário afirmou que, apesar da recomendação do Ministério Público de chamar os concursados no início do ano, existe a necessidade de atentar para o “teto orçamentário”, e a pasta depende do aval do TCM para atender a demanda, que continua sem uma data para convocação.

“Já sentamos com o pessoal da Controladoria para analisarem a melhor saída para a questão dos contratos temporários. Se será prorrogado o contrato dos já existentes, ou chamamento de novos profissionais”, afirmou o secretário ao Sintego.

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Pegagogia Planaltina

O porque da demora ? E simples deixa os contratos temporários e aos poucos chama os concursados, mas todos mesmo , pois a demanda e enorme e eles tem mais de 30 dias p/a posse E estes dados de decifit esta tudo lá no TCM e na propria prefeitura, e so alguns funcionários competentes abrir os arquivos ..Simples..?