Comissão da reforma política aprova “distritão” para eleições de 2018 e 2020

Proposta foi aprovada com apoio dos grandes partidos, como PMDB e PSDB, e cria “voto majoritário” para deputados e vereadores

Deputado Aliel Machado (Rede-PR) analisa texto | Foto: Fábio Pozzebom

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a nova reforma política aprovou, na madrugada desta quinta-feira (10/8), o voto majoritário para deputados federais e estaduais e para vereadores já para as eleições de 2018 e 2020.

Deputados divergiram sobre o sistema, chamado “distritão”, e que, apesar de não estar no parecer apresentado pelo relator da proposta, deputado Vicente Candido (PT-SP), foi incluído na reforma política por meio de destaque e já valerá para as eleições do ano que vem, caso o texto seja confirmado pelo Plenário.

De autoria do PMDB, o destaque foi aprovado por 17 votos a 15, com apoio do PSDB, do DEM, do PP e do PSD.

Pelo “distritão”, são eleitos para o Legislativo os candidatos mais votados em uma determinada região do País. Não serão levados em conta os votos recebidos pelo conjunto dos candidatos do partido, como é o sistema proporcional adotado hoje.

O líder do DEM, deputado Efraim Filho (PB), acredita que o “distritão” é mais simples que o sistema proporcional, que ele considera de difícil compreensão para os eleitores. “Não são técnicos, nem teóricos, nem cientistas políticos. O que o eleitor entende é: quem recebeu mais votos será o meu representante”, disse.

Pelo texto aprovado na comissão, a partir de 2022, o sistema para eleição no Legislativo será distrital misto, em que metade dos deputados federais e estaduais e dos vereadores serão eleitos pelo sistema de listas e metade pelo voto majoritário distrital. O “distritão”, portanto, será um modelo de transição ao sistema distrital misto.

O deputado Celso Pansera (PMDB-RJ) considerou o “distritão” a melhor alternativa para essa transição até 2022. “Nós precisamos de um tempo para os órgãos que vão montar a distribuição dos distritos no Brasil – o TSE, a própria Câmara que vai regulamentar, o IBGE. E o distritão caminha para esse novo sistema [distrital misto], quebrando com o sistema proporcional que gerou um desgaste enorme até hoje”, disse.

Deputados do PT, do PCdoB, do Psol, do PHS e do PR foram contrários ao “distritão”. Líderes dessas legendas chegaram a dar uma entrevista coletiva enquanto a comissão estava reunida discutindo a reforma política. O PT tentou derrubar o distritão nos destaques.

Uma resposta para “Comissão da reforma política aprova “distritão” para eleições de 2018 e 2020”

  1. kathia carvalho disse:

    Esses parlamentares que estão aí NÃO me representam. Como podem decidir qualquer dado político para que eu aceitar, sabendo que eles vislumbram APENAS o seu bom viver e o que enoja é termos avalanches de notícias policiais envolvendo essas figuras e NADA OCORRER PARA MORALIZAR / RESPEITAR / FREAR esses indivíduos que são os PIORES EXEMPLOS para a nova geração – para o BRASIL.

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