Comissão da OAB acompanha caso de violência contra advogada goiana

Autos da agressão pelo ex-namorado já foram encaminhados ao poder judiciário

Foto: Reprodução

A presidente da Comissão da Mulher Advogada (CMA), Ariana Garcia do Nascimento Teles, afirmou ao Jornal Opção que a Ordem dos Advogados do Brasil Seção de Goiás (OAB-GO) está acompanhando o caso da advogada Luciana Sinzimbra, que foi agredida pelo ex-namorado Victor Augusto Amaral Junqueira, no dia 14 de dezembro de 2018, em Goiânia, com extremo cuidado a fim de preservar a imagem profissional da vítima e os direitos da mulher.

Segundo Ariana, assim que tomou conhecimento do fato, a Comissão da Mulher Advogada tem atuado para resguardar o processo e, principalmente, a vítima que está muito abalada. “Ela está assustada com a repercussão do caso e queria manter sigilo por vergonha e medo da situação vir a público. Por isso temos atuado para zelar sua imagem pessoal e profissional. Quando o caso ganhou repercussão soltamos uma nota contundente com o objetivo de protegê-la de qualquer tentativa de inversão de valores e manipulação da sua imagem”.

“No entanto, a OAB precisa respeitar os limites de competência de todos os entes envolvidos no processo, não podemos entrar nesses papéis que são constituídos, mas podemos alertar as instituições sobre fatos ou situações que possam intervir no andamento processual”, explicou Ariana ao destacar ainda que a OAB poderá ampliar sua atuação caso a vítima alegue que sua imagem profissional foi prejudicada.

A presidente da Comissão da Mulher Advogada informou que nesta quarta-feira, 26, foram encaminhados os autos para o poder judiciário e que tudo está sendo acompanhado com zelo para garantir que o processo não fique paralisado.

Polêmica

Sobre a polêmica em torno da divulgação do vídeo pela vítima, Ariana esclarece que esse foi o mecanismo encontrado pela advogada para resguardar seus direitos e comprovar a violência sofrida.“Eu acho estranho esse entendimento de que o agressor poderia vir a representar contra a vítima por conta da divulgação das imagens, pois os autos dentro da polícia não estão sendo tratados como sigilosos. Ela gravou a agressão por defesa e repassou o material para a polícia”, explicou.

A representante da OAB-GO explicou ainda que a grande repercussão do caso pode ser resultado de uma ação da mídia que está em contato constante com a polícia. Para ela essa divulgação é importante para alertar a sociedade sobre os casos de agressão à mulher. “Em todas suas declarações, Luciana deixa claro que está incomodada com a repercussão do caso, ela teve a intimidade exposta, é uma profissional jovem e teme pela sua imagem como advogada”, finalizou Ariana.

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