Termelétricas podem operar utilizando combustíveis mais caros

A Termoceará recebeu aval para mudança na última semana. Outras duas termelétricas, Goiânia II e Palmeiras de Goiás, aguardam liberação

Sala de controle da usina termelétrica a óleo Palmeiras de Goiás, em Goiás | Foto: Divulgação

Com intuito de evitar um racionamento de energia elétrica, o governo tem buscado alternativas, mas que tendem a ter um alto custo para o consumidor. Devido à falta de suprimento de gás natural em alguns locais, as usinas termelétricas tem pedido autorização para operarem com óleo diesel, um dos combustíveis mais caros. Foi o caso da Termoceará, que recebeu aval para mudança na última semana. Outras duas termelétricas que aguardam liberação são de Goiás, sendo Goiânia II e Palmeiras de Goiás.

As despesas com térmicas mais caras são pagas pelas distribuidoras praticamente à vista e o repasse ao consumidor pode ser feito ou pelas bandeiras  tarifárias, ou no reajuste anual.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo novos cálculos internos do governo apontam para a necessidade de que a bandeira vermelha nível 2, hoje em R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora (kWh), seja elevada para algo entre R$ 15 e R$ 20. Há ainda um cenário-limite de até R$ 25, mas é improvável que ele seja adotado.

A  Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve definir na sexta-feira (27), qual bandeira vai vigorar nas contas de luz do mês de setembro, a expectativa é que a bandeira vermelha nível 2 seja mantida até o fim do ano devidas as condições dos reservatórios no país.

Risco de racionamento

O governo criou um comitê e vem adotando ações para tentar evitar apagões ou racionamento de energia. De acordo com a reportagem do Estado de S. Paulo, a termelétrica William Arjona, em Mato Grosso do Sul, por exemplo, tem um custo variável superior a R$ 2,4 mil por megawatt-hora (MWh), e a importação de energia da Argentina e do Uruguai, por exemplo, custa mais de R$ 2 mil por megawatt-hora (MWh). Por dia, o Brasil importa 2 mil megawatts dos países vizinhos.

Há previsão de outras ações em setembro, como é o caso do programa de estímulo à economia pela população, que prevê o pagamento de um bônus na conta de luz de quem poupar eletricidade, e a resposta à demanda, que pretende remunerar indústrias que conseguirem deslocar seu consumo para horários menos concorridos em termos de consumo.

Bandeiras tarifárias

Criado em 2015, para indicar os valores da energia no País aos consumidores nas cores verde, amarela e vermelha nível um e dois que indicam se haverá ou não cobrança extra nas contas de luz. Enquanto os reajustes tarifários ordinários nas tarifas dos consumidores são feitos apenas uma vez por ano, os valores das bandeiras são repassados mensalmente.

Porém, segundo o jornal O Estado de S. Paulo com o agravamento da crise hídrica e o aumento do custo de geração, eles não têm sido suficientes para cobrir toda a despesa para a compra de energia. Assim, há um problema de descasamento entre o que as concessionárias precisam pagar agora aos geradores e o que estão efetivamente recebendo dos consumidores. Para o ano que vem, os reajustes estimatimados da Aneel apontam que as tarifas devem subir, em média, 16,68%.

*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo (Estadão)

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