Com procura menor, valor do aluguel de imóveis diminui em Goiânia

Segundo índice que acompanha o preço de venda de imóveis em 20 cidades brasileiras, capital tem um dos m² mais baratos

As placas de aluguel se multiplicam pelas ruas de Goiânia, demonstrando que aumentou o número de imóveis disponíveis no mercado. De acordo com o vice-presidente do Sindicato Das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Condomínios Horizontais, Verticais e de Edifícios Residenciais e Comerciais no Estado de Goiás (Secovi-GO), Benjamim Ragonezi, “a oferta ainda é muito maior que a procura”, de acordo com levantamento de 2017.

Segundo ele, o cliente hoje tem um leque muito grande de opções para ver o que se encaixa em seu orçamento, necessidade e localização. “Hoje existem condições para atender os interessados da maneira que cada um achar conveniente”, disse.

Benjamim Ragonezi
| Foto: Divulgação/Secovi-GO

Por isso, de acordo com Benjamin, os preços diminuíram relativamente, já que o que o ocorreu foi uma adequação à realidade e possibilidade financeira no país.

“Antigamente existia gordura dos ‘aluguéis’, que é uma garantia para quem é proprietário, o que hoje não existe mais”, explica o vice-presidente. “A crise ensinou as pessoas a redimensionarem os seus negócios”, avalia.

O índice FizeZap, que acompanha o preço de venda de imóveis em 20 cidades brasileiras, divulgado no início de 2018, aponta que, nos 10 anos de histórico do indicador, esta foi a primeira vez que os preços encerraram um ano em nível nominalmente menor do que o do ano anterior.

Individualmente, 13 das 20 cidades pesquisadas apresentaram recuo nominal no preço de venda no último ano.

Neste caso, Goiânia se apresenta com um dos menores valores médios de m² (R$ 4.137), ao lado de Contagem (R$ 3.521) e Vila Velha (R$ 4.638).

De acordo com Benjamin, o atual momento é de oportunidade ímpar para quem pretende alugar um imóvel, já que os aluguéis estão dentro do que cada cliente e a atividade econômica do país suportam.

Além do valor, hoje existe uma flexibilidade maior na hora de alugar, com valorização principalmente no cadastro positivo do inquilino. Hoje não existe apenas só o fiador, existe uma cesta de garantias, que se adapta à necessidade de cada um, como título de capitalização e seguro-fiança.

Para 2018 e os próximo anos, porém, a tendência é que se diminua a oferta. “Nos últimos três anos houve uma retração por parte das construtoras em fazer lançamentos, o que impacta no futuro”, finalizou o vice-presidente do sindicato.

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