Com nova condenação, pena de serial killer de Goiânia ultrapassa 500 anos

No julgamento desta terça-feira (22), Tiago Henrique confessou homicídio pela primeira vez, sendo condenado a 19 anos e seis meses de prisão

Serial killer afirmou que matou "por amizade" a ex-mulher de Denilson | Foto: Agnaldo Teixeira

Serial killer afirmou que matou “por amizade” a ex-mulher de Denilson | Foto: Agnaldo Teixeira

O serial killer de Goiânia, Tiago Henrique Gomes da Rocha, enfrentou seu 22º julgamento nesta terça-feira (22/11) e acabou sendo condenado a 19 anos e seis meses de prisão. A pena total alcançou os 503 anos e quatro meses. Nesta terça-feira, ele foi julgado pelo homicídio de Denilson Ferreira de Freitas, crime ocorrido no dia 28 de fevereiro de 2014 no Bar e Restaurante Cabanas 23, na Rua 23, no Setor Central.

Esta foi a primeira vez que o ex-vigilante confessou um assassinato. Ao juiz Jesseir Coelho de Alcântara, presidente do 1º Tribunal do Júri de Goiânia, o serial killer contou que combinou o crime com a ex-mulher da vítima, Waldirene Oliveira Manduca.

Tiago Henrique afirmou que frequentava uma lanchonete de propriedade de Waldirene e que enquanto conversavam, ela reclamou que sofria agressões e maus-tratos de Denilson. A dona da lanchonete afirmou que tinha vontade de matá-lo. O serial killer se dispôs a cometer o crime e eles combinaram a execução.

Um dia antes do homicídio, eles combinaram os detalhes. No outro dia, já com a arma, foi até a lanchonete de Waldirene Manduca, bebeu algumas cervejas. “Conversei com ela um pouco e fui até o restaurante. Parei a moto na porta, desci, caminhei até a vítima e disparei”, contou.

Depois do crime, ele voltou para casa. Ele disse que, ao contrário do que afirma a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), ele não recebeu dinheiro pelo assassinato. “Fiz por amizade”, afirmou. Durante o depoimento, o vigilante pediu perdão à família de Denilson de Freitas e contou que o sentimento que o levou a cometer o assassinato foi mais forte que ele. “Fui muito machucado pela vida”, disse.

A delegada Silvana Nunes, que presidiu o inquérito, contou detalhes da investigação realizada pela Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios que levou à conclusão de que o ex-vigilante foi o autor do crime a mando da ex-mulher da vítima. Lembrou que foi apurado que Waldirene Manduca, depois que o ex-marido foi morto, se apossou de seus documentos pessoais e dos cartões bancários e realizou várias movimentações financeiras.

Afirmou também que foram coletadas impressões digitais em latas de cerveja e em um copo que estavam no balcão da lanchonete, cujo confronto papiloscópico deu resultado positivo com as de Tiago Henrique. Silvana Nunes contou que a cena do crime foi muito alterada e que o projétil que atingiu Denilson de Freitas não foi encontrado

Entretanto, após o assassinato, a lanchonete de Waldirene foi interditada pela Polícia Civil para colheita de provas já que um garçom disse que um homem com as mesmas características do autor do crime foi visto no estabelecimento. A policial lembrou que as imagens do circuito interno de televisão do restaurante da vítima foram apagadas. (Com informações do TJGO)

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