Com mudança na OS, celetistas do Hugo temem demissões, mas ainda não há nada definido sobre

SES-GO afirma que trabalha para que sucessão seja realizada de forma responsável, tranquila e respeitosa com os trabalhadores e com a população

Foto: Divulgação

Com o intuito de manter os contratos dos atuais trabalhadores com a mesma escala de trabalho (12×60) e salário no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), que está em processo de troca de Ordem Social (OS) administradora, os terceirizados da unidade realizaram uma manifestação, com possibilidade de paralisação.

Atualmente, o Hugo é gerido pelo Instituto Haver, mas a partir do dia 1º de outubro a organização passa para o Instituto Nacional de Amparo à Pesquisa, Tecnologia e Inovação na Gestão Pública (INTS), o que tem deixado celetistas e concursados preocupados.

Os sindicatos temem que cerca de 300 trabalhadores sejam desligados da unidade. Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) afirmou que trabalha para que a sucessão na gestão da unidade seja realizada de forma responsável, tranquila e respeitosa com os trabalhadores e com a população.

Evitar prejuízos

O objetivo, conforme esclarecido pela secretaria, é garantir a continuidade dos serviços e atendimentos do hospital e evitar prejuízos para o Estado, para o serviço público, para os trabalhadores e para o cidadão. “Sobre a situação dos trabalhadores celetistas da unidade, a SES-GO informa que os critérios adotados para contratação e desligamento competem à Organização Social vencedora do certame, que deve atuar para manter a qualidade dos serviços e cumprir o contrato de gestão com as metas estabelecidas, assegurando a assistência aos cidadãos”.

Também foi informado pela SES-GO que esta tem se reunido com o Ministério Público e com o Ministério Público do Trabalho, com as duas OSs envolvidas no processo e com representantes dos trabalhadores da unidade, a fim de assegurar que os direitos trabalhistas sejam preservados durante a transição.

INTS

Já o Instituto Nacional de Amparo à Pesquisa, Tecnologia e Inovação na Gestão Pública garante que não há nada definido ainda sobre mudança no quadro de pessoas e enviou a seguinte nota:

“O INTS esclarece que:

Ainda não assinou o contrato com a Secretaria Estadual de Saúde, o que impede qualquer manifestação oficial sobre a gestão futura do Hospital de Urgências de Goiânia;

Qualquer manifestação ou ameaça de paralisação não são assuntos afeitos ao INTS porque a gestão da unidade ainda está sob os cuidados de outra Organização Social;

Ainda não há que se falar em demissões – muito menos em massa – nem mudança na carga horária de trabalho;

É lamentável que pessoas inescrupulosas insistam em disseminar o caos entre os trabalhadores e provocar desencontros com notícias fantasiosas sobre demissões e outros assuntos totalmente fora de contexto e inoportunos;

No momento certo haverá comunicação formal aos colaboradores, à imprensa, à comunidade em geral e ás autoridades para que tudo transcorra sem atropelos e zelando pela continuidade dos serviços, além da manutenção da harmonia e da assistência à saúde da população usuária dos serviços do Hugo”.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.