Com críticas ao atual modelo de implantação, Marina Sant’Anna promete universalizar escolas de tempo integral em Goiás

Petista fala em desproporcionalidade na forma com que tem se dado a escolha dos municípios em que as unidades foram implantadas e ataca baixo número de colégios instituídos até o momento

Marina Sant'Anna: "Isso não é sonho, isso já existe em alguns lugares. A gente precisa juntar União, estados e municípios para tratar dessa proteção. A universalização é uma de nossas metas prioritárias” | Foto: Edilson Pelikano/Jornal Opção

Marina Sant’Anna: “Isso não é sonho, isso já existe em alguns lugares. A gente precisa juntar União, estados e municípios para tratar dessa proteção. A universalização é uma de nossas metas prioritárias” | Foto: Edilson Pelikano/Jornal Opção

A petista Marina Sant’Anna, candidata ao Senado na chapa puro sangue encabeçada por Antônio Gomide e cujo candidato a vice é o vereador Tayrone di Martino, tem enfocado a questão da educação em Goiás como sua principal bandeira. A senatoriável, que já ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados por ser suplente do então peemedebista Thiago Peixoto (PSD) –– que se licenciou do mandato para assumir a Secretaria Estadual de Educação em 2010 ––, promete a universalização no Estado das Escolas Estaduais de Tempo Integral, as EETIs, e também a otimização na implantação das diretrizes do Plano Nacional de Educação (PNE) em todo o país.

“É preciso universalizar, oferecer a toda a sociedade, a todas as crianças, todos e todas adolescentes e jovens o ensino em tempo integral, assim como o esporte e a cultura”, defende Marina Sant’Anna, elencando que, “com esse triângulo”, será possível combater a possibilidade de o crime organizado se aproximar dos jovens. “Isso não é sonho, isso já existe em alguns lugares. A gente precisa juntar União, estados e municípios para tratar dessa proteção. A universalização é uma de nossas metas prioritárias”, garante a candidata, única mulher a disputar a vaga ao Senado nas eleições de 5 de outubro próximo por Goiás.

Ao tratar da universalização das EETIs, a petista critica o que foi feito neste sentido pela atual gestão do Estado, que conta atualmente com 120 unidades do tipo (além de mais sete previstas em lei sancionada recentemente) entre as 1.095 escolas geridas pelo Estado –– o que equivale a 11% de efetivação. Segundo a candidata, além do baixo número de escolas de tempo integral instituídas nos últimos oito anos, também é verificada desproporcionalidade na distribuição dos colégios. Como exemplo Marina cita o fato de a capital do Estado, a cidade mais populosa (com mais de 1,2 milhão de habitante segundo o IBGE), possuir somente sete escolas de tempo integral, enquanto Itumbiara, que tem cerca de 98.400 habitantes, possui o mesmo número.

“A cidade do sul goiano tem mais EETIs do que as outras nove maiores cidades do Estado em termos populacionais, respectivamente Aparecida de Goiânia, Anápolis, Rio Verde, Luziânia, Águas Lindas, Valparaíso, Trindade, Formosa e Novo Gama”, detalha, citando que a desproporcionalidade neste sentido também se evidenciada em Aparecida de Goiânia. Segunda cidade em número de habitantes do Estado, com mais de 500 mil moradores, o município conta atualmente com duas EETIs; em contrapartida, Ceres e Quirinópolis, com pouco mais de 21 mil e 43 mil habitante, respectivamente, contam cada com três escolas estaduais de tempo integral.

Citando dados de pesquisa realizada pelo jornal O Globo –– segundo a qual em 2012 houve aumento de 14,3% no número de apreensões de menores, principalmente por tráfico de drogas, furtos e roubos –– e também do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) –– que aponta que 47,5% dos adolescentes comentem o primeiro crime entre os 15 e 17 anos, sendo que 9% o fazem ainda na infância, entre 7 e 11 anos ––, Marina Sant’Anna sustenta que hoje o assunto tem sido tratado com “simplismo”, na tentativa de diminuir a importância do assunto.

“Quando nós tratamos de segurança pública, temos vários assuntos correlatos. Um deles, sem dúvida, é a desigualdade social e a falta de equipamentos que protejam crianças e adolescentes”, diz, emendando que escolas de tempo integral têm papel importante no combate da criminalidade. “A escola de tempo integral deve ser uma obrigatoriedade nesta fase. É uma questão civilizatória. Se os jovens podem estar na escola, se podem usufruir de aprendizado na área cultural, escolher o que desejam aprender, se dedicarem à música, teatro, dança, artes plásticas ou a um esporte, seja vôlei, natação, futebol, qualquer coisa assim; não ficará disponível para a criminalidade.”

A petista também apresenta como proposta, enquanto senadora da República, que em âmbito nacional reforçará a importância da implantação de EETIs e que também atuará em prol da aceleração do cumprimento das metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação, sancionado em 26 de maio último, com 21 metas e 177 estratégias cujo objetivo é erradicar o analfabetismo e universalizar o atendimento escolar no Brasil. O conteúdo terá validade de dez anos.

Ressaltando ser a única candidata ao Senado em Goiás que não faz oposição à presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, Marina diz que, se eleita, terá o apoio do Planalto para atuar quanto aos resultados do PNE.

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