“Colocar culpa só no posto é injusto”, diz José Neto, do Sindiposto

Dirigente de sindicato afirma que apuração da legalidade dos aumentos na capital pelo MPGO é legítima. Vilões seriam reajuste na conta de luz e salários de frentistas

Aumentos nos preços dos combustíveis será apurado pelo MPGO | Foto: Reprodução/Sindiposto

Aumentos nos preços dos combustíveis será apurado pelo MPGO | Foto: Reprodução/Sindiposto

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Goiás (Sindiposto), José Batista Neto, afirmou ao Jornal Opção Online nesta terça-feira (28/7) que os consumidores de gasolina e etanol de Goiânia merecem explicação sobre os aumentos repentinos registrados nos produtos nos últimos dias.

“Nos últimos 60 dias tínhamos o menor preço do Brasil. Havia guerra de preços e, de repente, essa guerra promocional acabou”, diz o dirigente. Na terça-feira (27), o Ministério Público de Goiás (MPGO) instaurou inquérito civil público para investigar a legalidade do aumento dos preços dos combustíveis na capital.

“Colocar a culpa no posto é injusto. Para fazer esse preço promocional [até a semana passada] as distribuidoras e os postos tiram sua margem de ganho para não perderem lucro. Outros fazem para se manterem no mercado. Também há esse variação em outros campos de venda. Mas é que o combustível afeta diretamente a vida [financeira] das pessoas. Há muita volatilidade”, analisa José Batista Neto. Na opinião dele, para quem busca economia, a dica é aguardar a baixa dos valores.

O presidente ressaltou ainda que preços semelhantes aos registrados nas bombas nesta semana eram praticados em março. Ele cita como possíveis vilões do aumento o reajuste na conta de luz e nos salários dos frentistas em março. De acordo com o Sindicato dos Empregados em Postos de Serviço de Combustíveis de Goiânia, Anápolis, Goianápolis e Terezópolis no Estado de Goiás (Sinpospetro) a categoria teve reposição da inflação, acumulada em 7,70% (INPC/IBGE), aumento real de salário 1,30%, totalizando um reajuste de 9%.

Segundo o Sindiposto, a cidade tem cerca de 300 postos, sendo que 70% deles possuem como bandeiras a BR (Petrobras), Petróleo Ipiranga, Shell e Ale Combustível. A Petrobras é a única produtora e uma dezena de distribuidoras entregam o produto pelos estabelecimentos.

Legalidade

Promotor da área de defesa do consumidor, Goiamilton Antônio Machado requisitou à Agência Nacional do Petróleo (ANP) a abertura de procedimento administrativo para apurar o aumento. “Havia uma situação de concorrência, que foi interrompida nos últimos dias, por isso, é preciso averiguar as razões deste aumento”, avaliou o promotor de Justiça em entrevista coletiva, destacando que a intenção é garantir o respeito ao consumidor.

Ainda segundo o MPGO, a mesma solicitação também foi encaminhada ao Superintendência de Proteção aos Direitos dos Consumidores (Procon) estadual. O objetivo é a execução de diligências e fiscalização para constatar as atuais condições de preços da gasolina e etanol na capital.

A ação vem na sequência de fiscalização do Procon em Goiás iniciada na última sexta-feira (24) para saber se estava havendo prática anticompetitiva na cobrança em cem estabelecimentos até ontem. O balanço final será divulgada na manhã da próxima quarta-feira (29).

A gasolina variou entre R$ 2,94 a R$ 3,59 por litro, ao passo que o etanol saiu de R$ 1,73 para R$ 2,59 nos últimos dias.

A mudança nos preços causou revolta em motoristas de Goiânia e Região Metropolitana que, em busca de menores preços, formaram longas filas em diferentes postos.

Reajuste em Rio Verde

O reajuste expressivo no preço do etanol hidratado no Centro Comercial Campestre e Serviços LTDA, em Rio Verde, a 235 quilômetros de Goiânia, foi prerrogativa para condenação ao pagamento de indenização em R$ 20 mil a título de dano moral coletivo. A decisão monocrática é do juiz substituto em segundo grau Marcus Costa Ferreira, que endossou a sentença do juízo do município.

Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), foi determinado que o estabelecimento se abstenha de praticar preços abusivos do produto sem justa causa, sob pena de multa diária no valor de R$ 500.

 

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Jansen

Ahhh, vá….É mesmo?

brasileirocomosacocheioladrão

SINDICATO NÃO TEM CREDIBILIDADE PARA FALAR NADA, SINDICATO(TRAMPOLIM POLITICO) ESTÃO ALINHADOS COM OS POLITICOS NO CRITERIO CREDIBILIDADE, ZERO, NADA, NÃO ME INTERESSA, NEM LI ESSA MATERIA DE TANTO DESPREZO QUE TENHO COM SINDICATO E EMPRESARIOS MERCENARIOS, VÃO SE LASCAR. E O SINDICATO VAI AUMENTAR EM 50% AS MENSALIDADES TAMBEM KKKKK.