Clécio Alves nega possibilidade de assumir Secretaria de Governo de Iris

Aliado de primeira hora, vereador rasga elogios ao prefeito e diz que população já “percebe” as “mudanças” na capital

Clécio Alves na primeira sessão da Câmara de 2017 | Foto: Fernando Leite

O vereador Clécio Alves (PMDB) negou especulações de que poderia substituir Samuel Almeida na Secretaria Municipal de Governo da Prefeitura de Goiânia. Aliado de primeira hora de Iris Rezende (PMDB), o parlamentar garantiu que a história não passou de uma sugestão de Jorge Kajuru (PRP).

“Quem escolhe e nomeia secretários é o prefeito. Eu recebo como uma forma respeitosa de um vereador polêmico, porém que cumpre um papel importante, crítico e exigente, que de repente sem eu estar esperando se dirige a mim com essa deferência”, rebateu.

Ex-presidente da Câmara de Vereadores, o peemedebista chegou, no começo do ano, a fazer críticas à gestão municipal — em especial à secretária de Saúde, Fátima Mrué — e a dizer que seria “persona non grata” no Paço. No entanto, há algumas semanas tem defendido, com unhas e dentes, o prefeito.

Inclusive, durante a entrevista, fez questão de rasgar elogios a Iris Rezende, a quem classificou como um “administrador incomparável” e repetiu, por diversas vezes, que ninguém duvida da capacidade de gestão do decano peemedebista. “Goiânia reconhece e percebe mudança e caminho diferenciado’, apostou.

Pode até ser que Clécio Alves não tenha sido sondado para assumir a Secretaria de Governo, mas os rumores de que Samuel Almeida está com a corda no pescoço não surpreendem. Apesar da longa experiência (já foi presidente da Assembleia Legislativa de Goiás), o ex-tucano tem recebido críticas de vereadores aliados.

Tanto é que, para resolver o imbróglio do índice de remanejamento da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), Iris escalou o afilhado e ex-deputado Samuel Belchior (PMDB). Graças à articulação do jovem que o Paço não sofreu (mais uma) derrota na CCJ. A base aliada autorizou que o Executivo pode gastar 21% do orçamento sem autorização legislativa.

“É uma pessoa que goza da confiança e respeito do prefeito. E da minha parte também. Tem experiência e habilidade, é mais uma ferramenta que vem para contribuir nesse momento importante de Goiânia. E temos que aplaudir isso”, desconversou Clécio Alves sobre até quando Belchior iria fazer o papel de interlocutor com a Câmara.

Até hoje, Iris Rezende não tem líder no Legislativo. E parece não estar perto de escolher um:  o vereador pelo PMDB diz que não está tarde e que tudo tem seu tempo. “É bíblico, há o tempo de plantar, de colher e ceifar”, profetizou.

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