Clécio Alves entra com representação no Conselho de Ética contra Oséias Varão

Os dois parlamentares se desentenderam durante votação do projeto de lei que impede aumentos contínuos de IPTU e ITU na Comissão de Finanças

Ânimos entre os dois vereadores se exaltaram durante reunião da Comissão de Finanças | Fotos: Alberto Maia e Eduardo Nogueira/ Câmara Municipal

O vereador Clécio Alves (PMDB) apresentou, nesta terça-feira (5/9), uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar contra Oséias Varão (PSB) depois que os dois se desentenderam por causa do projeto de lei que impede aumentos contínuos de IPTU e ITU. O pedido diz respeito à votação da matéria na Comissão de Finanças da Casa, na última quarta-feira (30/9).

Durante a sessão, Oséias pediu vistas do projeto, mas teve seu pedido negado. Entendendo que, como a matéria já havia sido apreciada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e em primeira votação no Plenário, Clécio acusou o Paço de tentar manobrar para atrasar o trâmite da matéria.

Na representação, Clécio afirma que Oséias, “em ato de incontida fúria, atentou verbalmente contra a honra do requerente, com ofensas morais e palavras de baixo calão, se colocando enfrente a ele com o dedo em riste rumo ao seu rosto”. Ele acrescenta ainda que só não teria sido agredido fisicamente porque outros vereadores interferiram.

Pelo ocorrido, o peemedebista pede que Oséias seja censurado publicamente, que seu partido seja notificado e que suas prerrogativas regimentais sejam suspensas. Agora, o presidente do Conselho de Ética, Anselmo Pereira (PSDB), tem cinco dias para comunicar o vereador do PSB e decidir sobre o pedido.

Resposta

Oséias afirmou, no Plenário, que já se desculpou com Clécio e que se sente constrangido e envergonhado com o ocorrido. “Mas ele é coração duro e não quer a conciliação”, alfinetou. Segundo o parlamentar, o peemedebista tem direito de fazer a representação, mas ele argumentou que sua ação foi uma resposta à “ação autoritária e arbitrária do presidente da comissão de cassar a palavra de um parlamentar”.

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