Cinco instituições financeiras participam de apresentação sobre venda da Celg

Bancos solicitaram a secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, apresentações específicas sobre a companhia

Secretária Ana Carla Abrão, durante apresentação em SP | Foto: reprodução

Secretária Ana Carla Abrão, durante apresentação em SP | Foto: reprodução

Após o primeiro dia de apresentação das potencialidades da Companhia Energética de Goiás (Celg) em São Paulo, a secretária estadual da Fazenda, Ana Carla Abrão, revelou — com exclusividade — ao Jornal Opção que cinco instituições financeiras demonstraram interesse na comercialização da empresa.

Representantes de cinco bancos já solicitaram apresentações específicas sobre a Celg com o objetivo de aprofundar nas áreas ligadas a cada investidor. “É um bom sinal, pois esses representantes vão fazer a ponte entre a empresa e o possível comprador”, resumiu a titular da Sefaz-GO.

A reunião, realizada na tarde desta quinta-feira (4/2) na capital paulista, marcou o início da série de apresentações que o governo de Goiás pretende promover para criar uma grande demanda pela Celg, com o maior número de investidores possíveis.

Ana Carla Abrão se mostrou muito animada com o resultado inicial. “Foi um sucesso, deu para perceber o intereresse, o apetite do mercado pela empresa”, comentou. Neste primeiro momento, os investidores avaliam a potencialidade da companhia para chegarem a um valor. O preço mínimo definido pelas consultorias contratadas pelo governo federal (sócio majoritário da Celg) foi de R$ 2,8 bilhões — que será o lance inicial no leilão.

Segundo a secretária, duas coisas ficaram claras durante a apresentação. A primeira é que a empresa é boa. “Há problema de endividamento, que a complica, mas tem um bom potencial. O que precisa ser feito é equacionar as dívidas e fazer aporte de recursos. Mas, tem tudo para ser rentável”, defendeu.

O segundo ponto diz respeito à “surpresa positiva” que os investidores têm para com Goiás. “Se surpreenderam com os números, com a potencialidade do Estado, que tem se destacado no cenário nacional. Quando mostramos as perspectivas futuras, de dez anos, percebemos que alavanca-se o interesse”, comemorou.

Mesmo com o bom resultado, a economista pede cautela: “É sempre o mercado quem vai dizer, é preciso esperar”.

Agenda

Ainda que seja preciso aguardar o leilão — que deve ser realizado, espera o governo, no final de março –, a secretária da Fazenda de Goiás conta que, após o carnaval, intensificará as visitas de apresentação da Celg a possíveis compradores. “Definiremos uma agenda entre hoje e amanhã [sexta-feira] para que, a partir do dia 15 de fevereiro, possamos nos reunir com empresas e instituições financeiras potenciais”, completou.

O cronograma deve se concentrar em São Paulo e Rio de Janeiro, com possibilidade de reuniões até no exterior.

Ana Carla Abrão fez questão de dizer que o governo, juntamente com o Ministério das Minas e Energia, realizará uma forte campanha de comunicação nos próximos dias para dar “máxima transparência” às etapas que se sucederão. “Para que não haja ilações, que estão sendo feitas de qualquer jeito por algumas pessoas. Conduzimos todo esse processo com muita responsabilidade e colocando, sempre, os interesses do povo goiano acima de tudo”, assegurou.

Ao final, a titular da Sefaz-GO disse que, sem dúvida alguma, a desestatização é o melhor para Goiás e a salvação para a Celg.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.