Chega a 70% a rejeição do projeto de posse de armas de Jair Bolsonaro

Segundo pesquisa do Datafolha, defesa da proibição atingiu o nível mais alto desde 2013

Foto: Reprodução

O instituto de pesquisa Datafolha divulgou, na última quinta-feira, 11, dados sobre a opinião dos brasileiros quanto à posse de armas. Segundo o estudo, a defesa da proibição atingiu o nível mais alto desde 2013.

O levantamento realizado entre os dias 4 e 5 de julho, constatou que a proposta do presidente Jair Bolsonaro (PSL), de flexibilizar regras para obtenção e porte de armamentos, é rejeitada por 70% da população, e possui níveis mais altos entre mulheres, chegando a 78%, pretos 74%, pardos 72%, indígenas 82%, e entre pessoas de renda familiar mensal de até dois salários mínimos com 75%.

Já em meio aos grupos religiosos, evangélicos neopentecostais, o índice de rejeição chega a 76%, fato curioso, já que o grupo representa a principal base de apoio ao governo. O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, alerta, no entanto, que a amostra por religião é reduzida e deve ser vista apenas como “tendência”.

Acerca da afirmação: “A posse de armas deve ser proibida, pois representa ameaça à vida de outras pessoas” o número chegou a 68%, igualando-se ao índice de novembro de 2013, quando atingiu seu patamar mais alto.

Já a afirmação contrária, de que “possuir uma arma legalizada deveria ser um direito do cidadão para se defender” caiu de 34%, em abril, para 31% nesta última pesquisa.

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