Chapa única ao Conselho de Administração propõe piso de R$ 8,5 mil, redução na anuidade e exame de suficiência
12 outubro 2026 às 16h46

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A chapa única que disputa o Conselho Federal de Administração (CFA) defende a criação de um piso salarial de R$ 8,5 mil para administradores, a redução da anuidade paga pelos profissionais registrados e a implantação de um exame de suficiência profissional semelhante ao aplicado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). As propostas foram apresentadas por Samuel Carneiro, candidato ao conselho federal.
Segundo Carneiro, a criação de um piso salarial depende de articulação com parlamentares e entidades representativas da categoria. Ele afirma que propostas relacionadas ao tema já foram apresentadas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de Goiás.
“Essa conquista não depende exclusivamente da atuação do Conselho Regional de Administração. Ela vai exigir muita articulação institucional no âmbito federal”, afirma.

O candidato diz que a chapa pretende aproximar profissionais, lideranças e instituições interessadas na valorização da categoria. “É um espaço de mobilização que nós vamos levar e aproximar os profissionais de liderança e também as instituições interessadas na valorização da categoria”, declara.
Outra proposta é ampliar os descontos na anuidade paga pelos profissionais registrados. A chapa apresentou ao CFA uma proposta de redução para um valor entre R$300 e R$350, além da possibilidade, já em 2027, de realizar pagamentos em parcela única com desconto de 30% em janeiro, 20% em fevereiro e 10% em março.
“É um percentual bastante expressivo, mas é para realmente tornar a anuidade mais justa, acessível e mais previsível”, afirma.
A chapa também defende uma mudança na forma de calcular a contribuição, com base na remuneração média da categoria. A proposta prevê reduções que podem variar de 20% a 60%, conforme os critérios a serem definidos. A medida dependeria da aprovação de um projeto de lei.
“Essa é a proposta inovadora que estamos apresentando para a discussão da sociedade, das entidades, do Conselho Federal”, diz Carneiro.
O candidato argumenta que a redução da anuidade pode estimular a regularização de profissionais que hoje não estão registrados. Segundo ele, o sistema reúne cerca de 450 mil profissionais registrados no país, enquanto um número expressivo de bacharéis em Administração permanece fora dos conselhos, algo entre 800 mil e 1,5 milhão.
Na avaliação de Carneiro, o aumento da base de contribuintes poderia compensar a redução do valor pago individualmente. “Com esse valor mais acessível, mais justo, nós pretendemos fazer com que esse colega que não consegue pagar uma anuidade possa pagar”, afirma.
A terceira proposta é a criação do Exame Nacional de Suficiência Profissional em Administração, uma avaliação semelhante ao exame aplicado pela OAB aos bacharéis em Direito. A iniciativa, segundo Carneiro, busca avaliar a preparação dos futuros administradores para atuar em empresas e organizações.
“Nós também queremos maior responsabilidade, maior qualificação profissional, que o futuro administrador, ao deixar a instituição de ensino, esteja realmente em condições de ir para a frente das empresas, das organizações e realizar uma excelente administração”, declara.
A proposta prevê implantação gradual ao longo de três anos, com provas duas vezes por ano, nota mínima de 50% e validade permanente da aprovação. A exigência passaria a valer no quarto ano, após o período de transição, e seria aplicada apenas aos futuros profissionais, sem atingir quem já estivesse registrado.
“Durante três anos, para implantação, aí sim, no quarto ano, seria obrigatório passar nessa prova”, explica Carneiro. Segundo ele, a aplicação ficaria sob responsabilidade do Conselho Federal de Administração, caso a proposta seja aprovada.
A candidatura de Carneiro integra a disputa pelas representações estaduais no conselho federal. Embora haja chapa única para o CFA em Goiás, a eleição para o Conselho Regional de Administração Goiás tem duas chapas concorrentes.
A votação para escolha dos representantes federais é uma etapa do processo eleitoral. A eleição da diretoria do CFA ocorre posteriormente, em janeiro, com participação dos representantes eleitos pelos estados e pelo Distrito Federal.
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