Chapa Lula e Alckmin: “alianças políticas entre ditos ‘inimigos’ podem esconder um objetivo pós-eleição”, diz especialista

“Em todas as situações, as alianças têm um interesse comum. No caso do ex-presidente Lula, é consolidar seu nome na corrida presidencial de 2022; de Alckmin, é colocar seu nome novamente no cenário nacional”, pontua Janiel Kempers

Há algumas semanas, um jantar entre o ex-presidente Lula e o ex-tucano Geraldo Alckmin, levantou rumores de que os dois estariam pretendendo montar uma chapa para as eleições de 2022. O publicitário e especialista em marketing político, Janiel Kempers, analisa que a suposta aliança entre Lula e Alckmin segue um padrão que já pode ser observado anteriormente na política. “Alianças políticas entre adversários ferrenhos sempre existiu. Ora inimigos, ora amigos”, pontua.

Em anos anteriores, os dois políticos eram vistos como representantes de ideais completamente opostas ou ainda, como “inimigos” por tecerem críticas duras um ao outro. Contudo, para Janiel, a reaproximação dos dois tem o objetivo de possibilitar a governabilidade de Lula junto ao congresso nacional. “Caso a chapa fosse eleita, essa seria uma forma de evitar problemas como os que ocorreram com a ex-presidente Dilma Rousseff”, afirma. 

Para o especialista, a aliança entre os dois políticos abre precedentes para que outros pré-candidatos possam costurar suas alianças. “Em todas as situações, as alianças têm um interesse comum. No caso do ex-presidente Lula, é consolidar seu nome na corrida presidencial de 2022; de Alckmin, é colocar seu nome novamente no cenário nacional, haja visto, que o ex-tucano, estava apagado politicamente até mesmo em seu estado”, analisa o publicitário.

Ainda segundo Janiel, o objetivo de todos os políticos nesse momento de pré-eleição é “criar uma ‘frente’ para entrar em um embate direto com o atual presidente Jair Bolsonaro”, conclui.

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